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EM13CO20Computação Ensino Médio · 3º EM Ano · Ensino Médio

Criar conteúdos, disponibilizando-os em ambientes virtuais para publicação e compartilhamento, avaliando a confiabilidade e as consequências da disseminação dessas informações.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CO20 da BNCC é essencial pra galera do 2º ano do Ensino Médio. É aquele tipo de coisa que a gente precisa preparar os alunos pra vida real, sabe? O lance é ensinar os meninos a criar conteúdo, mas não só criar por criar. Eles precisam saber colocar isso na internet com responsabilidade, entender se o que tão fazendo é confiável e pensar nas consequências disso aí circulando pela rede.

Na prática, isso significa ensinar a molecada não só a fazer post bonitinho ou vídeo legal, mas a checar a fonte, dar os créditos pro que tão usando de outros, entender o que é informação verdadeira e o que é fake news. A gente trabalha muito também a questão de pensar "E se alguém usar isso de forma errada? O que pode acontecer?". No ano anterior, eles já tinham uma noção básica de como usar ferramentas digitais e de criação de conteúdos simples, mas agora a gente aprofunda e pensa nas implicações.

Uma atividade que eu faço é chamada “Verifica e Cria”. A ideia é eles escolherem um tema polêmico da atualidade pra pesquisar. Eu trago jornais, revistas antigas e imprimo algumas notícias da internet. Também uso uns notebooks que temos na escola. Organizo eles em trios porque acho que discutir em grupo ajuda a ver diferentes pontos de vista. Essa atividade leva umas duas ou três aulas de 50 minutos. Primeiro, cada trio verifica as informações sobre o tema escolhido: fontes, autores, dados. Depois, criam um post ou um vídeo curto como se fossem publicar numa rede social explicando o que descobriram. Da última vez, a Ana Clara e o Lucas ficaram impressionados porque perceberam que tanto na internet quanto na revista tinha bastante informação falsa sobre aquecimento global. Eles até brincaram dizendo que agora iam virar “caçadores de fake news”.

Outra atividade chama-se “Impacto das Redes”. Aqui eu uso um projetor e internet pra mostrar alguns exemplos de posts que viralizaram, tanto positivos como negativos. Depois disso, divido a turma em grupos maiores, tipo cinco ou seis pessoas. Dou um tempo de uma aula inteira pra eles criarem uma campanha sobre um tema social importante, tipo bullying ou sustentabilidade, pensando em como aquilo vai ser percebido na rede. Eles precisam decidir tudo: imagens, texto, meios de divulgação e prever possíveis consequências. Na última vez que fizemos isso, o Pedro e a Mariana fizeram uma campanha incrível contra o bullying usando histórias reais da escola (sem expor ninguém, claro). A turma toda ficou tocada com a força do vídeo deles.

A terceira atividade é mais focada em ética digital chamada “Se Fosse Eu”. Cada aluno tem que imaginar uma situação onde suas informações pessoais foram usadas de forma errada e escrever um pequeno texto sobre como eles se sentiriam e o que fariam a respeito. Eu costumo só dar papel e caneta pra eles escreverem à mão mesmo nessa parte inicial. Depois eles compartilham suas histórias no grupo e discutimos juntos na sala o que poderia ter sido feito para evitar isso e como reagir adequadamente. Isso leva umas duas aulas também. Na última vez, o Rafael escreveu sobre uma situação fictícia onde sua conta foi hackeada e fotos pessoais foram divulgadas sem permissão. Ele ficou tão envolvido com o exercício que depois me perguntou como ele poderia se proteger melhor online.

Essas atividades todas são bem legais porque os alunos têm espaço pra debater, criar e refletir. Eles gostam muito quando percebem que podem aplicar essas coisas fora da escola também. O mais interessante mesmo é ver como mudam a percepção deles sobre ser responsável online ao longo do processo. Não tem preço ver um aluno mais consciente e preparado pro mundo digital.

Enfim, ensinar essa habilidade é preparar os meninos não só pro mercado de trabalho ou universidade, mas pra vida mesmo. Hoje em dia tudo tá na rede e saber navegar por isso com ética é crucial. E a gente aprende junto com eles também! Esse mundo digital é sempre surpreendente.

Bom, espero que essas ideias ajudem quem tá pensando em novos jeitos de trabalhar essa habilidade em sala. Se tiverem outras ideias ou quiserem discutir mais sobre isso tô por aqui! Abraços pra galera toda!

E aí, continuando a conversa sobre a habilidade EM13CO20, vou contar como é ver os meninos aprendendo na prática, sem aquelas provas formais. Tipo assim, quando tô circulando pela sala durante as atividades, consigo sentir se o aluno tá captando a mensagem. Aí é questão de observar como eles lidam com as tarefas no dia a dia. Tem vezes que você percebe só pela maneira como eles falam entre eles ou como explicam um conceito pra um colega.

Teve uma vez que a Letícia tava explicando pro João sobre a importância de checar a fonte de uma notícia antes de compartilhar. Sabe quando você vê aquela luzinha acendendo? Ela começou a citar uns exemplos do que a gente tinha discutido em aula, tipo aquela vez que uma notícia falsa viralizou e todo mundo acreditou porque veio de um site com nome parecido com um jornal famoso. A Letícia mandou bem explicando, e eu só fiquei ali do lado, só observando e pensando: "Ah, essa entendeu!". É gratificante demais ver essas coisas acontecendo.

Agora, falando dos erros mais comuns que vejo, tem muito aluno que se perde na questão de dar créditos pras informações e imagens que usam. O Pedro, por exemplo, tava montando um projeto e colocou várias imagens legais no trabalho dele. Aí, quando fui ver, nada de crédito pra imagem. Isso acontece porque às vezes os meninos acham que tudo que tá na internet é livre pra usar, sabe? Eles não têm maldade, é mais falta de costume mesmo. Quando pego isso na hora, chamo o aluno e explico como é importante dar os créditos. Mostro como isso é um respeito ao trabalho dos outros e uma prática importante pra vida toda, não só pra escola.

Outra coisa comum é a galera não entender bem o que é informação confiável. A Maria pegou uma notícia de um blog aleatório e usou como base pro trabalho dela. Tive que parar e explicar que nem tudo que tá online é verdade ou tem credibilidade. Mostrei algumas dicas de como checar as fontes e validar as informações.

Aí tem o Matheus, que tem TDAH. Com ele eu preciso ajustar algumas coisas pra manter a atenção dele nas atividades. Uma coisa que funciona bem é quebrar as tarefas em partes menores e dar pausas mais frequentes pra ele poder se reorganizar. Uso também alguns materiais visuais bem coloridos pra chamar a atenção dele pro conteúdo importante. Já percebi que se eu tentar fazer ele ficar concentrado por muito tempo sem pausa, ele acaba se perdendo ou ficando agitado.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso ter um pouco mais de cuidado com o ambiente. Procuro manter as instruções bem claras e diretas e uso muito apoio visual porque ela responde super bem a isso. Às vezes, durante atividades em grupo, eu coloco ela junto com colegas que já sabem respeitar seu tempo e espaço pessoal. Uma coisa que aprendi é evitar mudanças bruscas na rotina porque isso pode deixá-la ansiosa.

Uma vez tentei usar um aplicativo novo na aula achando que ia ser legal pra todo mundo, mas acabou sendo um caos pra Clara porque tinha muitos estímulos visuais e sonoros ao mesmo tempo. Aí percebi que menos é mais pra ela. O simples funciona melhor.

Bom, acho que por hoje é isso aí. Na real, cada dia em sala de aula é uma nova descoberta com esses meninos. É desafiador? Claro! Mas também muito recompensador quando você vê o crescimento deles. Espero que essas histórias tenham ajudado alguém por aqui ou pelo menos trazido um sorriso ao lembrar das nossas rotinas escolares.

Espero ouvir as experiências de vocês também! Abraço!

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