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EM13CO12Computação Ensino Médio · 3º EM Ano · Ensino Médio

Produzir, analisar, gerir e compartilhar informações a partir de dados, utilizando princípios de ciência de dados.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

E aí, pessoal. Hoje quero compartilhar com vocês como tenho trabalhado a habilidade EM13CO12 da BNCC na minha turma de segundo ano do ensino médio. Para quem não lembra, essa habilidade tem a ver com produção, análise, gestão e compartilhamento de informações a partir de dados usando princípios de ciência de dados. Na prática, isso é preparar os meninos para lidar com dados de verdade, saber interpretar e tirar conclusões a partir deles. Nada de bicho de sete cabeças, mas também não é tão simples quanto parece.

Quando penso nessa habilidade, a primeira coisa que me vem à cabeça é o quanto os alunos precisam aprender a olhar pra um monte de números, gráficos e tabelas e conseguir entender o que está acontecendo ali. Tipo quando eles veem um gráfico no jornal ou na internet sobre crescimento populacional ou taxa de desemprego e conseguem discutir o que aquilo realmente significa. Além disso, eles precisam estar prontos pra usar esses dados pra tomar decisões ou criar soluções, seja em projetos escolares ou na vida real mesmo.

Pra quem veio do primeiro ano, esses meninos já tinham uma noção básica de como lidar com planilhas, fazer cálculos simples e até criar gráficos. Então, o que faço agora é um passo além: pego essas noções e levo pra um nível onde eles têm que interpretar esses dados e usar ferramentas um pouco mais sofisticadas pra isso.

A primeira atividade que faço é chamada "Caça aos Dados". Eu reúno diferentes tipos de dados disponíveis na internet sobre coisas que eles acham interessantes. Pode ser número de seguidores nas redes sociais, estatísticas sobre times de futebol ou até dados sobre mudanças climáticas. Uso sites gratuitos e confiáveis como o IBGE ou até mesmo algumas ferramentas simples como Google Planilhas. A turma se divide em grupos de quatro ou cinco e cada grupo escolhe um conjunto de dados para analisar.

Damos uma aula para eles se organizarem e começarem a entender o que têm em mãos. Costuma ser umas duas aulas no total pra análise e discussão. E olha, a reação deles é sempre interessante. Alguns ficam empolgados porque conseguem ver sentido nos números pela primeira vez, enquanto outros ficam com cara de interrogação. Num desses dias, a Júlia ficou toda animada porque descobriu que o time dela tinha mais chances de ganhar o campeonato do que ela imaginava, só olhando as estatísticas dos jogos passados.

Depois dessa primeira imersão nos dados, eu proponho uma atividade chamada "Histórias com Dados". Aqui eles têm que pegar as informações que analisaram na atividade anterior e criar uma apresentação contando a história por trás dos números. Eles precisam pensar em como comunicar essas informações pra alguém que não entende nada do assunto. O foco é na clareza e na persuasão.

Os materiais são bem simples: computador, projetor e criatividade. Cada grupo tem mais duas aulas pra preparar sua apresentação. A galera sempre se envolve bastante nessa parte porque gostam de ver as reações dos colegas quando apresentam algo surpreendente ou interessante. Teve uma vez que o Lucas apresentou sobre o aumento da temperatura média anual na cidade dele e usou até memes pra explicar o impacto disso no cotidiano das pessoas. Foi hilário e instrutivo ao mesmo tempo!

Por fim, temos uma atividade que chamo "Decisão Baseada em Dados". Aqui é onde eles realmente precisam usar os dados pra resolver um problema ou tomar uma decisão. Eu dou um cenário fictício — pode ser algo como decidir qual bairro da cidade precisa mais de uma nova escola baseado em dados demográficos — e eles têm que usar tudo que aprenderam até agora pra chegar a uma conclusão.

Essa atividade leva umas três aulas porque é mais complexa e eles precisam discutir bastante em grupo. As reações são bem variadas: tem quem se frustre porque não encontra uma resposta fácil e tem quem adore esse tipo de desafio. Na última vez que fizemos isso, o Felipe fez um levantamento tão detalhado sobre o bairro escolhido que até parecia pesquisa acadêmica! Ele ficou todo orgulhoso quando os colegas elogiaram.

Bom, galera, é assim que tenho trabalhado essa habilidade com meus alunos do segundo ano. É sempre um desafio manter todo mundo engajado e interessado, mas acho que essas atividades ajudam bastante porque conectam o aprendizado ao mundo real deles. E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade nas suas turmas? Vou adorar ouvir as experiências de vocês também!

Abraço!

meninos podem crescer quando entendem o valor dos dados no dia a dia deles. E olha, perceber que eles aprenderam sem aplicar uma prova formal é toda uma arte, viu? Eu fico de olho em tudo o que acontece na sala. Quando estou circulando pela turma, dá pra ver muita coisa. Por exemplo, quando vejo o João explicando pra Mariana como eles podem usar os dados que coletaram do bairro pra entender se precisa de mais árvores ali, eu sei que ele pegou a ideia. Não é só decorar e cuspir na prova, mas sim entender e aplicar na prática.

Outra coisa que me ajuda a perceber se eles entenderam é ouvindo as conversas. Às vezes, eles estão ali trocando ideia entre eles e soltam um "mas e se a gente olhasse esses números de outra forma?" ou "acho que essa conclusão não bate com o que a gente tá vendo aqui, vamos verificar de novo?" Quando rola esse tipo de discussão, eu fico só observando e pensando: "Ah, esse grupo entendeu mesmo." E é gratificante ver quando um aluno explica pro outro. A Isabela, por exemplo, tem uma facilidade incrível com dados e, quando ela ajuda o Lucas a enxergar onde ele errou na análise, eu sei que ambos estão aprendendo.

Falando em erros, tem alguns que são bem comuns nesse conteúdo. O Pedro é um exemplo clássico: ele sempre quer pular etapas. Vai direto pras conclusões sem fazer uma análise completa dos dados. Aí acaba tirando conclusões precipitadas. Já a Ana tem uma tendência a organizar os dados de forma desleixada e depois se perde na hora de interpretar. Isso acontece porque muitas vezes eles querem chegar logo no final sem passar pelo processo todo. Quando pego esses erros na hora, procuro usar esse momento como uma oportunidade de aprendizado. Chamo pra conversar, mostro onde tá o deslize e peço pra eles refazerem aquela parte com mais calma.

Agora, lidar com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, exige uma adaptação das atividades. Pro Matheus, por exemplo, eu sempre tento quebrar as tarefas em partes menores. Em vez de pedir pra analisar um conjunto enorme de dados de uma vez só, dividimos em etapas menores pra ele ir construindo aos poucos. Também deixo ele usar fones de ouvido com música instrumental quando a sala tá muito barulhenta, isso ajuda ele a focar.

Já com a Clara, eu preciso organizar as atividades de forma extremamente clara e estruturada. Ela precisa saber exatamente qual é o primeiro passo, o segundo e assim por diante. Às vezes uso materiais visuais mais detalhados pra ela poder seguir as instruções sem ficar confusa. Uma coisa que funciona muito bem pra Clara são as listas de verificação visuais de cada etapa da atividade. Assim ela pode conferir se não esqueceu nada e isso dá segurança pra ela.

Claro que nem tudo dá certo sempre. Tentei usar aquelas planilhas digitais super incrementadas com o Matheus e foi um desastre porque ele se perdeu nos cliques e ficou ansioso. Com a Clara, uma vez achei que seria uma boa ideia ela trabalhar num grupo maior pra socializar mais, mas ela acabou ficando sobrecarregada com tantas interações.

E é isso aí, gente! A cada dia aprendemos uma coisa nova sobre como ensinar melhor esses meninos e meninas maravilhosos. É desafiador? É! Mas também é muito recompensador ver eles crescendo e entendendo o mundo cada vez mais profundamente através dos dados. Se alguém tiver mais dicas ou experiências pra compartilhar sobre isso, tô aqui aberto pra ouvir! Até a próxima!

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