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EM13CO11Computação Ensino Médio · 3º EM Ano · Ensino Médio

Criar e explorar modelos computacionais simples para simular e fazer previsões, identificando sua importância no desenvolvimento científico.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13CO11 da BNCC, a coisa é bem prática. Na minha visão, essa habilidade tá muito ligada a ajudar os alunos a construírem modelos computacionais que sejam simples, mas eficazes. É usar programação pra simular situações reais e fazer previsões. Não é só sobre mexer no computador ou entender de código, mas é sobre pensar em soluções práticas pra problemas reais. É a galera saber criar um programinha que, por exemplo, simule a previsão do tempo ou o crescimento de uma planta baseado em dados de temperatura e umidade. Então, o aluno precisa conseguir pegar um problema do dia a dia, pensar em como ele funciona, e criar um modelo que explique isso de uma forma que dá pra simular no computador.

A turma já chega no segundo ano com alguma base de lógica de programação do primeiro. A gente já trabalhou conceitos básicos como variáveis, loops e condições. Então, quando eles chegam agora, a ideia não é só entender o que é um "se" ou "então", mas como usar isso pra construir algo que faça sentido no mundo deles. E olha, isso não é só coisa de quem quer ser programador não. É desenvolver um pensamento lógico e estruturado que vai servir pra qualquer área que forem seguir mais pra frente.

Bom, agora vou contar um pouco das atividades que rolam na minha sala pra trabalhar essa habilidade.

Primeira atividade: eu uso uma ferramenta online simples chamada Scratch. O Scratch é uma linguagem de programação visual bem intuitiva pra começar. Divido a galera em duplas porque acho que eles aprendem mais trocando ideias entre si. Essa atividade geralmente leva umas duas aulas de 50 minutos cada. A proposta é criar um jogo simples que simule o crescimento de uma cidade. Eles precisam pensar em variáveis como população, recursos e poluição. Na última vez que fizemos isso, o João e o Lucas criaram um jogo tão engraçado que a cidade deles crescia muito rápido e, bum!, tudo explodia porque esqueceram de controlar a poluição. A sala inteira riu muito e foi ótimo porque eles perceberam na prática a importância de considerar todos os fatores num modelo.

Segunda atividade: essa é mais desafiadora e leva umas três aulas. A gente trabalha com planilhas do Google pra construir um modelo que simule uma previsão do tempo simples. Aqui eles precisam usar dados reais de temperatura e umidade da cidade onde moram. A turma é dividida em grupos de quatro dessa vez porque esse projeto requer mais discussão e análise dos dados. Os alunos ficam super engajados porque todo mundo quer saber se vai chover no fim de semana e se podem confiar na previsão que eles mesmos fizeram! Na última vez que fizemos isso, a Maria ficou toda empolgada porque o modelo do grupo dela previu certinho o tempo do sábado. Ela até falou: "Agora eu vou virar vidente do tempo!" Foi hilário.

A terceira atividade é mais lúdica e usa o Micro:bit, uma plaquinha pequena onde eles podem programar luzes LED pra simular coisas. Peço pra eles simularem semáforos numa cidade e pensarem em como o trânsito poderia ser otimizado com diferentes tempos de sinal verde e vermelho. Eles trabalham em trios aqui porque assim todo mundo coloca a mão na massa. Costuma levar umas duas aulas também. O legal é ver como eles se empolgam vendo as luzes piscar do jeito certo quando conseguem programar corretamente. Na última vez, o Pedro ficou tão empolgado que disse que queria criar um "super semáforo inteligente" que nunca deixasse ninguém esperar mais de 10 segundos.

Essas atividades são legais porque mostram como dá pra aplicar conceitos simples de programação em situações reais. E os alunos adoram ver resultado e entender a importância disso pro desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade. Eles percebem que por trás das coisas que usamos no dia a dia tem sempre alguém pensando num modelo desses.

Acho que o ponto principal aqui é mostrar pros meninos e meninas que programação não é bicho de sete cabeças – é ferramenta poderosa pra resolver problema real. E quando eles percebem isso, começam a ver sentido naquelas linhas de código e até se interessam mais por ciência e tecnologia.

Bom, pessoal, esse é o jeito que eu trabalho essa habilidade com meus alunos do segundo ano do ensino médio por aqui. Se vocês tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências também, tô sempre à disposição! Até mais!

Agora, o jeito que eu percebo que os meninos aprenderam isso sem uma prova formal é bem interessante. Quando tô circulando pela sala, dá pra sentir quando eles pegam o jeito da coisa. Sabe, tem aquele momento em que você ouve eles conversando entre si e o papo vai além do que a gente discutiu em sala. Tinha um dia que eu tava andando pela sala e vi o João explicando pra Ana como ele fez pra que o programinha dele previsse o crescimento de uma planta. O João tava todo empolgado, falando dos dados de temperatura e umidade que ele tinha usado, e a Ana tava entendendo tudo e ainda acrescentou umas ideias. Foi ali que eu pensei "ah, esse entendeu".

Outra situação foi com a Júlia, que sempre foi um pouco tímida, mas depois de uma atividade de simulação do tempo, começou a compartilhar com o pessoal como ela tinha usado diferentes variáveis pra melhorar a precisão do modelo dela. Ela tava ali apontando pra tela do computador, explicando direitinho pros colegas que estavam ao redor dela. E sabe quando você vê alguém explicando com confiança? Pois é, ali eu tive certeza de que ela tinha aprendido.

Agora, sobre os erros mais comuns, eles aparecem bastante. Um exemplo clássico é o Pedro. Ele é super dedicado, mas às vezes fica tão focado nos detalhes do código que esquece do propósito do modelo. Uma vez ele fez uma simulação complexa demais pra algo que podia ser mais simples. Quando percebi isso, fui lá e falei: "Pedro, e se a gente simplificar esse código aqui e focar mais nos dados que realmente importam?" Aí a ficha caiu pra ele. Esse tipo de erro acontece porque muitos querem fazer algo super elaborado sem antes garantir que o básico tá bem feito.

Outro erro comum é quando os meninos tentam adaptar modelos prontos de sites ou livros sem entender direito o que estão fazendo. Teve uma vez com a Mariana, ela pegou um código da internet pra simular previsão do tempo mas não ajustou pras variáveis certas da nossa região. Quando fui ver, ela tava frustrada porque não saía do jeito certo. Aí tivemos aquela conversa sobre como é importante entender o porquê de cada parte do código antes de sair usando.

Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de algumas adaptações pra acompanhar bem as atividades. Eu percebi que ele se dá melhor quando a gente divide as tarefas em partes menores e mais digeríveis. Por exemplo, ao invés de pedir pra ele fazer um modelo inteiro de uma vez, eu vou quebrando em etapas com objetivos claros e curtos. Isso ajuda ele a manter o foco sem se perder no meio do caminho. Ah, e também dou um retorno frequente sobre o progresso dele.

Já com a Clara, que tem TEA, eu sempre procuro dar instruções bem visuais e claras. Uso muitos gráficos e esquemas porque ajuda ela a entender melhor o conceito antes mesmo de começar a codificar. E outra coisa, tento estruturar as atividades no mesmo formato todas as vezes pra dar uma sensação de rotina e segurança pra ela.

Uma coisa que funciona pra ambos é usar jogos educativos relacionados ao conteúdo antes de eles começarem a programar de verdade. Isso torna o aprendizado mais leve e contextualiza melhor os conceitos.

Claro, nem tudo são flores. Já fiz algumas tentativas de adaptações que não deram certo, como usar materiais muito abstratos pro Matheus ou tentar mudar muito a rotina da Clara achando que ia ajudar ela a se adaptar melhor às situações imprevistas.

Bom, é isso aí pessoal! Espero que essas histórias e dicas ajudem vocês também na prática com os alunos. Se tiverem alguma experiência parecida ou dica boa pra compartilhar, manda aí! Sempre vale aprender uns com os outros.

Até a próxima!

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