Voltar para Computação Ensino Médio 3º EM Ano
EM13CO05Computação Ensino Médio · 3º EM Ano · Ensino Médio

Identificar os limites da Computação para diferenciar o que pode ou não ser automatizado, buscando uma compreensão mais ampla dos limites dos processos mentais envolvidos na resolução de problemas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, quando a gente fala dessa habilidade EM13CO05 da BNCC, tô querendo dizer que a gente precisa ajudar os meninos a entenderem até onde a computação consegue ir. Tipo, o que dá pra automatizar e o que ainda depende do nosso cérebro humano. Se a gente for pensar, é como diferenciar entre um robô que faz uma conta matemática rapidinho e um ser humano que precisa pensar de um jeito criativo pra resolver um problema mais complexo. Eles precisam conseguir identificar quando uma tarefa pode ser realizada por uma máquina e quando ela precisa daquele toque humano, sabe? É um jeito de preparar eles pra entenderem melhor as tecnologias que tão por aí e como usar elas de maneira inteligente.

A galera do 1º ano já chega com um conhecimento básico sobre o que é programação e algoritmo. Alguns até sabem programar umas coisinhas básicas em Python ou Scratch, por exemplo. Mas essa habilidade é mais sobre entender a limitação dessas ferramentas. Na prática, eu quero que eles consigam olhar pra um problema e dizer se dá pra criar um programa pra resolvê-lo ou se ainda precisa da intervenção humana. É mais ou menos isso que tá por trás dessa habilidade.

Agora vou contar três atividades que eu faço com eles na sala pra trabalhar isso aí.

Primeira atividade: Debate da Máquina vs. Humano. Material? Só preciso de um quadro branco e canetas. Eu divido a turma em dois grupos. Um grupo vai defender o uso das máquinas e o outro grupo vai defender a importância do ser humano nas tarefas. Aí eu dou uns 15 minutos pra eles prepararem os argumentos. Depois, cada grupo tem 5 minutos pra apresentar seus pontos e mais uns 10 minutos pra debater entre eles. Tudo isso aí leva uns 40 minutos no total. A reação dos alunos é sempre muito boa, porque eles adoram debater e ver as ideias do outro lado. Na última vez que fiz isso, o João Pedro saiu com um argumento incrível sobre como os médicos precisam analisar nuances que os computadores não conseguem captar ainda, e a turma toda concordou.

Segunda atividade: Programando tarefas do dia a dia. Aqui, eu peço pros alunos pensarem numa tarefa simples do cotidiano e tentarem transformar isso num algoritmo. Dou o exemplo de fazer um suco de laranja: pegar as laranjas, cortar ao meio, espremer, adicionar água e açúcar, mexer... Uso papel e caneta mesmo, ou então o computador se tivermos acesso no dia. Peço pra trabalharem em duplas pra facilitar as discussões entre eles. A ideia é que eles percebam as etapas que podem ser automatizadas e as que não podem (tipo sentir se tá doce o suficiente). Isso leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Da última vez, a Mariana e a Camila tentaram criar um algoritmo pra pintar uma parede! E aí perceberam que escolher a cor é algo bem subjetivo e que as máquinas ainda não dão conta desse tipo de decisão.

Terceira atividade: Desafio do labirinto. Aqui eu preciso usar aquele aplicativo Tynker ou qualquer ferramenta similar de programação visual que eles conhecem das séries anteriores. Divido eles em pequenos grupos de três ou quatro alunos. Dou uns 30 minutos pros alunos criarem um programa simples que consegue encontrar o caminho num labirinto desenhado na ferramenta. A ideia é mostrar como alguns problemas podem ser automatizados através de programação, mas também discutir sobre limites quando o labirinto fica mais complexo ou tem variáveis inesperadas. Lembro do Gustavo comentando como seria difícil programar pro robô achar uma saída se o labirinto tivesse portas secretas que só abrem com senha! Os meninos adoram esses desafios porque parece um jogo pra eles.

Essas atividades ajudam muito porque vão além da teoria e botam os meninos pra pensar na prática sobre os limites da computação versus mente humana. O desafio real é fazer eles perceberem que nem tudo é preto no branco: muitas vezes dá pra usar tecnologia junto com criatividade humana pra resolver problemas de forma mais eficaz. E eu fico sempre feliz em ver quando algum aluno consegue fazer essa conexão sozinho durante as atividades.

Essa troca com os alunos é sempre rica e mostra como a educação pode ir além do conteúdo programático. Espero que essas ideias ajudem vocês aí também! Valeu pessoal, até a próxima!

É um jeito de preparar os meninos pro que eles vão encontrar fora da sala de aula. Agora, como é que eu sei que eles entenderam a coisa toda sem fazer prova? Bom, é no dia a dia mesmo, naquelas interações que a gente tem. Quando eu tô circulando pela sala, fico de olho. Tipo, quando eles tão fazendo uma atividade em grupo, dá pra ver quem já sacou quando eles começam a discutir entre si. Lembro de uma vez que o Paulo tava explicando pro João como ele podia automatizar uma tarefa com um simples script e aí ele falou algo como “João, isso aqui a gente deixa pro computador fazer porque é só seguir um passo a passo, mas se mudar uma única coisinha, aí vai ter que ser você mesmo”. E cara, na hora eu pensei: “Ahá, o Paulo pegou a ideia!”

Outra situação é quando tô ouvindo as conversas informais entre eles. Às vezes rola um debate sobre se uma solução é criativa ou se tá só repetindo o que já existe. Teve essa vez que a Mariana tava comentando com a Letícia e o Bruno sobre um projeto deles e disse: “Gente, esse aqui o computador faz tranquilo, mas a parte de pensar no design do projeto, isso aí não tem máquina que faça ainda”. E eu pensei: “Mandou bem, Mariana!”

Agora, os erros mais comuns que aparecem... Ah, tem alguns clássicos. Um deles é confundir processo repetitivo com algo que parece repetitivo mas tem nuances. Tipo o Pedro, ele tava tentando criar um algoritmo pra organizar algumas informações e não percebeu que precisava ajustar os critérios dependendo dos dados que vinham. Ele dispunha tudo sempre do mesmo jeito e não funcionava. Daí eu parei ali e disse: “Pedro, repara nisso aqui ó... quando chega esse tipo de dado, tem que fazer uma coisinha diferente”. Esses erros acontecem porque às vezes eles se empolgam com o negócio de automatizar e esquecem que precisa ter atenção ao detalhe também.

E aí tem aquela coisa básica de subestimar o problema. O Felipe achava que era só jogar tudo no computador que ele ia resolver sozinho. Eu disse pra ele: “Felipe, não esquece que a máquina precisa de instruções perfeitinhas pra funcionar do jeito certo”. A gente conversa e ajusta na hora esses equívocos.

Agora, quando falo do Matheus com TDAH e da Clara com TEA, a coisa muda um pouco de figura. Com o Matheus, o desafio é manter ele focado na atividade sem perder o fio da meada. Então eu tento quebrar as tarefas em passos menores e sempre dou um feedback rapidinho pra ele saber se tá no caminho certo. Por exemplo, numa atividade de programação, em vez de pedir pra fazer tudo de uma vez, digo pra começar pela primeira parte e depois me mostrar antes de avançar. E olha, funciona bem! Já testei outras formas mas se dou muita informação ao mesmo tempo, ele desvia rápido.

A Clara é um pouco diferente. Com ela, eu preciso ser claro e consistente nas instruções porque mudanças bruscas não funcionam bem. Então mantenho uma rotina mais previsível nas atividades pra ela saber o que esperar. Se uso exemplos concretos e visuais ajuda bastante também. Uma vez usei cartões coloridos pra mostrar como automatizar tarefas simples e ela pegou muito rápido. Isso foi ótimo! Quando tento algo muito abstrato ou sem um padrão claro, ela acaba ficando confusa.

No fim das contas, o importante é adaptar as coisas pro jeito deles aprenderem melhor sem deixar ninguém pra trás. E aí a gente vai caminhando junto nesse aprendizado.

Então é isso aí, pessoal! Sempre bom compartilhar essas trocas por aqui e aprender com as experiências uns dos outros. Abraços!

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