Olha, galera, essa habilidade EM13CO01 da BNCC é bacana demais, viu? Eu entendo ela como uma forma de estimular os meninos a não reinventarem a roda toda vez que precisam resolver um problema. A ideia é eles perceberem que podem usar pedaços de soluções que já existem pra criar algo novo. É meio assim: se você já sabe fazer um bolo de chocolate e um de baunilha, você pode misturar essas receitas pra criar algo diferente, tipo bolo de chocolate com baunilha. No nosso contexto de computação, é bem isso que a habilidade quer: eles devem pegar partes de códigos ou soluções que já conhecem e construir algo novo em cima disso.
Os meninos que vieram do 9º ano já têm uma base legal em lógica de programação, então a gente parte daí. Eles sabem o básico de algoritmos, estruturas de repetição, essas coisas. Então o desafio mesmo é fazê-los entender que podem pegar esses conhecimentos e aplicar de novas maneiras. É tipo aprender a usar o martelo pra mais do que só pregar pregos: dá pra criar coisas incríveis com uma ferramenta simples quando a gente pensa fora da caixinha.
Agora, vou contar um pouco das atividades que eu faço com a turma do 1º ano do ensino médio pra trabalhar isso.
A primeira atividade que gosto de fazer é com programação em blocos usando o Scratch. Eu divido a turma em duplas pra eles poderem ajudar uns aos outros. Aí, dou uma tarefa que é criar um pequeno jogo ou animação. O material é basicamente o computador com acesso à internet e o próprio site do Scratch. Essa atividade costuma levar umas duas aulas de 50 minutos porque tem aquele tempo que eles gastam pensando na ideia e depois começando a construir. O mais interessante é ver como eles reagem quando percebem que podem pegar projetos prontos na plataforma e modificar. Teve uma vez que o João e a Mariana adaptaram um joguinho de corrida pra ter obstáculos diferentes e personagens criados por eles. Foi massa porque eles ficaram super animados ao verem como conseguiram mudar tudo só alterando alguns blocos.
Outra atividade é usando planilhas no Excel pra resolver problemas matemáticos ou organizacionais. Aqui eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco porque aí fica mais discussão, mais ideias rolando. Eu dou um problema prático, como organização de um campeonato esportivo da escola, onde eles precisam usar fórmulas pra calcular tabelas de pontuação e outras coisas assim. O material principal é o próprio Excel e os computadores da sala de informática. Essa leva umas três aulas porque além de montar as fórmulas, eles têm que testar e ver se está tudo certinho. Uma vez, o grupo da Luana resolveu criar uma tabela super complexa com várias abas interligadas, coisa que eu nem tinha pedido! Eles reutilizaram fórmulas de exercícios anteriores pra conseguir isso e foi bem legal ver como cresceram nessa atividade.
A última atividade que costumo fazer é algo mais livre: projeto final do bimestre. Eu deixo os meninos escolherem um problema que eles querem resolver ou algo que querem criar, e aí eles têm que planejar e executar usando ferramentas e soluções pré-existentes. Eles geralmente se organizam em grupos pequenos ou até sozinhos se preferirem (embora eu incentive mais os grupos). Esse projeto pode levar até um mês inteiro entre planejamento, execução e apresentação final. O material é variado, dependendo do projeto deles — pode ser qualquer coisa desde softwares de edição de vídeo até plataformas online gratuitas pra programação ou design gráfico. Da última vez, a Ana decidiu criar uma campanha de conscientização ambiental online usando vídeos curtos editados por ela mesma com uma ferramenta gratuita chamada Canva. Ela pegou várias dicas de edição de vídeo que aprendemos juntos antes e aplicou nos vídeos dela pra deixar tudo mais interessante.
Acho super importante essa prática porque deixa os alunos mais confiantes em saber que não precisam começar do zero sempre; eles aprendem a apreciar as soluções existentes e a crescer em cima disso. É muito gratificante ver como eles ficam orgulhosos ao perceberem que conseguiram criar algo bacana utilizando habilidades e conhecimentos já adquiridos. Enfim, trabalhar essa habilidade na prática é isso: deixar os meninos explorarem, adaptarem e expandirem o conhecimento deles sem medo de serem criativos.
E aí, colegas? Como vocês têm trabalhado essa habilidade nas suas salas? Me contem aí!
Então, gente, no dia a dia da sala, dá pra perceber direitinho quando os meninos já sacaram a habilidade EM13CO01, sem precisar de prova formal nem nada. Eu fico circulando pela sala, olho de canto de olho as conversas, sabe como é. Tipo assim, às vezes vejo um aluno explicando algo pro outro e fico só de ouvido. Teve um dia que o João tava tentando ajudar o Pedro com um problema de lógica lá no código e começou a dizer: "É igual aquele exercício que a gente fez com a função lá do jogo de tabuleiro. Lembra? Você só precisa mudar essa partezinha aqui!" Na hora pensei "Ah, esse pegou a ideia do reuso!" Porque ele não tá só imitando o código que eu passei, mas tá enxergando além, conseguindo adaptar pras necessidades dele.
Outra coisa é quando eles começam a discutir entre si antes mesmo de me chamar. A Mariana e o Lucas tavam numa dessas, tentando resolver como otimizar um algoritmo e um falou pro outro: "E se a gente usar aquele truque do último projeto, aquele que a prof. explicou sobre arrays?" Aí um completa o pensamento do outro e vai indo. É lindo de ver! Nesse momento você percebe que eles tão começando a entender como reaproveitar o que já sabem.
Agora, sobre erros comuns, olha... tem alguns clássicos. Vejo muito os meninos cometendo o erro de tentar adaptar uma solução sem entender direito como ela funciona primeiro. Tipo, o Rafael tava mexendo num código e tentou usar uma função que a gente trabalhou em aula só que não se ligou na ordem dos argumentos. Quando rodou, deu erro e ele ficou meio perdido. Isso acontece porque às vezes eles tão com pressa ou até confiança demais e acham que já dominam tudo. Aí eu sempre tento dar aquela puxada: "Olha, Rafa, vamos lembrar primeiro o que essa função faz certinho? Dá uma olhada na documentação ou refazemos juntos rapidinho." Pra dar uma segurada no ímpeto e trazer de volta ao básico.
Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, preciso ajustar as atividades pra ajudá-los da melhor forma. Com o Matheus, por exemplo, eu procuro deixar as instruções bem claras e curtas. Se eu notar que ele tá se dispersando durante uma explicação mais longa, dou uma pausa rápida pra recapturar a atenção dele com uma pergunta direta ou às vezes até com um exemplo mais lúdico que possa prender mais o interesse dele. Uma vez usei blocos coloridos pra explicar um conceito de lógica com ele e funcionou super bem! Ele conseguiu visualizar o problema de um jeito concreto e depois aplicar no código.
Já com a Clara, eu notei que ambientes muito barulhentos ou desorganizados podem deixá-la ansiosa. Então crio um espaço mais reservado na sala onde ela pode trabalhar com menos distração e tento sempre explicar as atividades de forma bem detalhada no papel ou em slides que ela pode consultar com calma. Uma estratégia que deu certo foi usar roteiros visuais onde ela mesma pode marcar etapas concluídas do trabalho. Isso traz uma sensação de segurança pra ela. Agora, teve uma vez que dei um texto muito complexo pra turma toda ler antes da atividade e percebi que não foi legal pra Clara — ficou confusa. Aprendi que preciso dosar melhor os materiais escritos pra ela.
Bom, gente, espero ter dado uma ideia boa de como rola essa habilidade no meu dia a dia na sala de aula. Cada turma é um desafio diferente e aprender novas formas de ajudar cada aluno é parte do caminho. E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade aí na escola de vocês? Vamos compartilhar ideias! Até mais!