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EM13CO25Computação Ensino Médio · 2º EM Ano · Ensino Médio

Dialogar em ambientes virtuais com segurança e respeito às diferenças culturais e pessoais, reconhecendo e denunciando atitudes abusivas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, deixa eu contar pra vocês como eu trabalho a habilidade EM13CO25 da BNCC com os meninos do 2º ano do Ensino Médio. Essa habilidade é sobre dialogar com segurança e respeito nos ambientes virtuais, reconhecendo e denunciando atitudes abusivas. Na prática, esse "dialogar" aí é muito mais do que só conversar, né? É saber se comunicar de forma segura, não cair em cilada, respeitar o outro e entender quando alguma coisa tá passando do ponto.

Pra começar, é fundamental que os alunos consigam identificar situações de risco ou abuso online. Tipo assim, se alguém manda mensagem esquisita ou começa a ofender a galera num grupo, eles precisam saber que isso tá errado e ter o discernimento de não alimentar o problema. Daí é importante também que eles entendam a importância de respeitar as diferenças culturais e pessoais — porque o que é normal pra um pode ser bem estranho pro outro. E isso se conecta com o que os meninos já aprendem desde lá do 1º ano: a noção básica de cidadania digital, que envolve o respeito ao próximo e o uso seguro das tecnologias.

Agora vou contar algumas atividades práticas que faço com a turma para desenvolver essa habilidade. A primeira delas é o "debate online". Eu monto um grupo fechado numa rede social ou numa plataforma tipo Google Sala de Aula. O material aqui é simples: só a internet e um computador ou celular, que a maioria já tem. Divido a turma em grupos menores, cada um com um tema polêmico pra debater — sempre relacionado a diferenças culturais e respeito online. Cada grupo tem uns 30 minutos pra discutir internamente e depois a gente faz uma sessão aberta com toda a turma. A última vez que fiz isso foi bem interessante. A turma discutiu sobre liberdade na internet e os limites do humor. O João, por exemplo, levantou uma questão bem bacana sobre memes ofensivos e expôs como às vezes ele mesmo se sentia desconfortável com algumas piadas. O debate fluiu legal e a galera conseguiu enxergar pontos de vista diferentes.

Outra atividade que gosto de fazer é a "simulação de denúncia". Aqui usamos uma plataforma fictícia criada no Google Formulários, onde os alunos simulam o preenchimento de uma denúncia de abuso online. Essa atividade leva cerca de 40 minutos. Primeiro, explico como identificar uma situação de abuso ou risco. Depois, cada aluno tem que preencher o formulário como se estivesse denunciando um caso. O interessante foi quando a Ana trouxe uma situação real pela qual ela tinha passado num grupo de WhatsApp. Isso gerou uma discussão muito rica sobre como agir nesses casos e quem procurar ajuda.

A terceira atividade que desenvolvo é o "projeto de conscientização". Os alunos têm duas aulas inteiras (em torno de 100 minutos no total) para criar campanhas de conscientização sobre ética digital usando cartazes ou vídeos curtos. Divido eles em duplas ou trios e deixo a criatividade rolar solta. A ideia é atingirem seus próprios colegas da escola com essas campanhas. Da última vez, o Pedro e o Lucas fizeram um vídeo super criativo sobre fake news. Eles mostraram como uma notícia falsa viraliza rápido e quais são as consequências disso na vida real das pessoas. O mais legal foi ver como os próprios alunos ficaram surpresos ao perceberem que já tinham compartilhado informações sem checar, sem perceber mesmo.

Os meninos têm reagido muito bem às atividades porque tentam conectar com situações reais do dia a dia deles na internet. Tem sempre uma troca rica entre eles e percebo que estão mais atentos ao que acontece online. E olha só: essas atividades também servem pra criar um ambiente mais seguro e respeitoso na própria sala de aula virtual da escola.

No fim das contas, eu vejo que trabalhar essa habilidade não é só ensinar sobre segurança online — é preparar esses jovens pra serem cidadãos digitais conscientes e respeitosos. É um aprendizado contínuo tanto pra eles quanto pra mim também como educador. E é isso, pessoal! Espero ter dado boas ideias aí pra vocês tentarem nas suas salas também. Abraço!

Então, como eu percebo que o aluno aprendeu sem aplicar prova? Ah, isso vem muito da convivência. Quando a gente tá circulando pela sala, dá pra notar nos olhares e nas conversas entre eles se a ficha caiu mesmo. Olha, um exemplo claro foi com a Letícia. Um dia eu tava passando pelos grupos enquanto eles discutiam um caso de cyberbullying que eu tinha apresentado. Aí, vi a Letícia explicando pro colega do lado como era importante não compartilhar certos tipos de conteúdo sem pensar duas vezes. Na hora eu pensei: "Ah, essa entendeu o recado". Ela tava argumentando com segurança, dava pra ver que tinha absorvido a coisa toda.

Outro momento bacana foi com o João. Ele é mais calado, mas numa atividade em que os alunos tinham que criar um guia de boas práticas pra redes sociais, ele mostrou que tava ligado. Quando vi ele explicando pro grupo por que um certo comentário era ofensivo e como poderia ser denunciado de forma segura, saquei na hora que ele tinha pegado a ideia.

Agora, sobre os erros comuns... Ah, esses acontecem direto. O Lucas, por exemplo, é um dos que às vezes confunde liberdade de expressão com falta de respeito. Em uma discussão sobre o que pode ou não ser dito online, ele soltou uma opinião que atropelou meio mundo. Mas aí eu aproveitei a deixa e trouxe o erro pra conversa. Expliquei pra ele e pra turma que expressar opinião é ótimo, mas tem jeito de fazer isso sem ofender ninguém.

A Júlia já teve um problema com identificação de fake news. Uma vez ela trouxe uma notícia falsa pros colegas achando que era verdade. Aí fiz um exercício com eles de checar a fonte e usar sites confiáveis pra verificar a informação. A galera foi pegando o jeito aos poucos. Por mais que erre de vez em quando, o importante é criar essa consciência.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Esses dois são uma história à parte. Pro Matheus, eu tento fazer as atividades serem bem dinâmicas e visuais. Ele adora quando faço debates em grupo porque ele pode se mover, trocar ideia com os outros e fica mais engajado assim. Uma coisa que funciona é usar quadros brancos portáteis pra ele expressar as ideias dele sem precisar ficar preso no caderno. Já tentei só textos escritos e não deu certo; ele perdia o interesse rápido demais.

A Clara precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Pra ela, organizo os passos das tarefas em listas claras e simples. E olha, tem dado certo usar pictogramas junto dos textos - isso ajuda muito na compreensão dela. Também dou mais tempo pra ela processar as informações. Uma vez achei que um jogo interativo ia ajudar, mas percebi que teve estímulo demais e ela acabou ficando confusa. Então cada dia é um aprendizado e uma adaptação.

É isso aí, pessoal. Educar é isso mesmo, perceber as nuances de cada aluno e ir ajustando conforme a música toca. Sempre tem algo novo pra aprender com eles também! Valeu por me ouvirem, qualquer coisa tô por aqui no fórum! Abraço a todos!

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