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EM13CO13Computação Ensino Médio · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar e utilizar as diferentes formas de representação e consulta a dados em formato digital para pesquisas científicas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13CO13 da BNCC, eu penso sempre na capacidade dos meninos de não só entenderem como procurar e manusear dados em formato digital, mas também de fazer algo útil com isso. Não é só pegar um gráfico bonitinho na internet e colocar no trabalho, né? É muito mais sobre conseguir interpretar aquilo, saber de onde veio, se faz sentido, se tá atualizado e se pode ajudar na pesquisa científica que eles tão fazendo. Tem que ter esse olhar crítico e saber usar as ferramentas certas pra consulta.

Na prática, o aluno precisa conseguir identificar a melhor forma de apresentar dados dependendo do que ele quer mostrar. Pode ser um gráfico de barras, uma tabela, um mapa de calor... tem que adaptar à mensagem que ele quer passar. Antes de chegar nisso, a galera do 1º ano já teve um bom contato com estatística básica, tipo média, moda, mediana. Aí no 2º ano a gente avança pra como usar tudo isso dentro de um contexto científico mais complexo. Tem que saber mexer nas ferramentas digitais que ajudam a manipular e visualizar esses dados também.

Agora, vou contar algumas atividades que faço aqui com a galera do 2º ano do Ensino Médio pra trabalhar isso aí. Primeira coisa: a análise de dados climáticos. Peguei um banco de dados público sobre temperaturas em Goiânia nos últimos 10 anos. Aí dividi a turma em grupos de 4 ou 5 pessoas pra cada grupo discutir e identificar padrões ou tendências. Usamos os computadores da sala de informática pra eles acessarem esses dados. Isso geralmente leva umas duas aulas de 50 minutos cada uma pra eles realmente se envolverem e começarem a tirar conclusões interessantes. Uma vez, o João percebeu uma tendência de aumento na temperatura média dos meses de setembro e outubro, e ficou todo empolgado em tentar entender o motivo disso, comparando até com dados sobre desmatamento na região.

Outra atividade que dá super certo é trabalhar com bases de dados de esportes, que eles adoram. Tenho uma planilha com dados da NBA dos últimos anos: pontos por jogo, rebotes, assistências... essas coisas que quem gosta de basquete pira. A turma se divide em duplas e cada dupla escolhe uma pergunta pra responder usando essas informações. Tipo: "Qual jogador teve o maior crescimento em pontos de um ano pro outro?" ou "Como as assistências influenciaram o desempenho das equipes?". Eles têm uma aula pra mexer nos dados e apresentar suas conclusões na próxima aula. É interessante ver como o Pedro e o Lucas se empolgaram tanto com isso que passaram o intervalo discutindo estatísticas dos jogadores!

A última atividade que faço é mais voltada pra pesquisa científica mesmo. Peço pra cada aluno escolher um tema que eles acham interessante — já teve gente falando desde doenças tropicais até impacto ambiental do fast fashion. Eles devem acessar bancos de dados científicos disponíveis online como Scielo ou PubMed e extrair dados pra montar um pequeno relatório visual. Eles têm duas semanas pra isso, porque precisa de um tempinho maior pra pesquisar com calma e fazer algo caprichado. Aí rola uma apresentação onde cada um explica o que encontrou e como aquilo pode ser interpretado graficamente. Na última vez que fiz essa atividade, a Letícia fez um trabalho incrível sobre poluição do ar em áreas urbanas e até encontrou correlações com doenças respiratórias através dos gráficos que ela montou.

Em todas essas atividades eu vejo os alunos se desafiando a realmente pensar sobre os dados — não só jogar na planilha e pronto. Eles têm que discutir entre si, argumentar sobre as escolhas feitas e até defender seus pontos no final das atividades. Isso é muito legal porque traz aquele espírito crítico e investigativo que queremos neles.

E é isso! Trabalhar essa habilidade é fundamental porque a gente vive num mundo cheio de informações digitais e saber navegar nele é um diferencial enorme pros meninos, tanto agora na escola quanto no futuro profissional deles.

Enfim, é isso aí. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra trocar ideia!

Como é que eu sei que o aluno aprendeu sem dar uma prova formal? É no dia a dia mesmo, quando eu tô ali circulando pela sala. Eu gosto de ouvir as conversas entre eles, eles acham que tão só batendo papo, mas é ali que eu percebo se a coisa tá fluindo. Tipo assim, tem uma hora que eu passei perto do João e do Pedro e vi que o João tava explicando pro Pedro como ele achava os dados mais atualizados pra um trabalho da aula. O João falou algo tipo "não adianta só ver o primeiro link do Google, tem que ir atrás de uma fonte confiável, tipo aquelas revistas científicas que o professor falou". Aí eu pensei: pronto, o garoto entendeu o espírito da coisa.

Outra situação que rola bastante é quando eles tão mexendo nos softwares de consulta de dados e começam a comparar resultados. Uma vez, a Letícia tava mostrando pra Ana como ela usou um programa específico pra criar um gráfico que ela achou mais preciso e explicou todo o processo. Foi bonito de ver porque a Letícia não só entendeu o funcionamento do software como também tava ajudando a Ana a entender. Esses momentos de troca são preciosos e mostram que eles tão no caminho certo.

Agora, claro, tem os erros comuns que acontecem. Por exemplo, o Lucas vive pegando gráficos prontos da internet e não verifica se tão atualizados ou de fontes confiáveis. Ele até trouxe uma vez um gráfico com dados de 2015 pra um trabalho em 2023! Puxei ele num canto e expliquei, olha, Lucas, não adianta trazer um troço desatualizado, as coisas mudam rápido e você precisa ficar esperto. Aí passei um exercício com ele pra procurar dados mais recentes e comparar os dois gráficos. É nessa hora que o bicho pega, mas também é onde ele aprende.

A Maria também tinha um problema parecido. Ela tinha dificuldade em entender as legendas dos gráficos e dava umas interpretações meio loucas pros dados. Nesses casos, eu paro a aula na hora e peço pra turma discutir em conjunto o que aquele gráfico tá dizendo. É legal porque cada um traz uma perspectiva e em grupo eles conseguem ver onde erraram.

Aí tem o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na turma. Com o Matheus, o que eu faço é tentar dividir as tarefas em blocos menores e dar pausas mais frequentes. Ele se distrai fácil, então quando vejo que ele tá começando a perder o foco, puxo ele de volta com alguma pergunta ou atividade rápida que envolve movimento, tipo ir até a lousa explicar algo pros colegas. Já vi que ele gosta disso.

Com a Clara é diferente. Ela curte atividades mais estruturadas e previsíveis. Então eu tento sentar com ela no começo da aula pra mostrar como vai ser a rotina do dia. Uso também alguns materiais visuais extras, tipo infográficos bem claros e objetivos. As vezes ela prefere trabalhar sozinha ou com menos estímulos à volta dela, então deixo ela num cantinho mais tranquilo da sala quando precisa.

O que não funcionou muito foi tentar fazer tudo igual pros dois. Cada um tem uma necessidade bem específica, então aprendi que preciso adaptar mesmo as atividades pra atender cada um do jeito certo.

Bom, gente, acho que por hoje é isso. A prática no dia a dia mostra muito mais do aprendizado deles do que qualquer prova formal poderia mostrar, né? E lidar com cada aluno como indivíduo é a chave pra fazer realmente diferença na vida deles. É um desafio só, mas também é gratificante demais.

Espero que essas experiências possam ajudar vocês aí nas salas de aula também! Até a próxima conversa!

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