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EF07CI08Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Avaliar como os impactos provocados por catástrofes naturais ou mudanças nos componentes físicos, biológicos ou sociais de um ecossistema afetam suas populações, podendo ameaçar ou provocar a extinção de espécies, alteração de hábitos, migração etc.

Vida e evoluçãoDiversidade de ecossistemas Fenômenos naturais e impactos ambientais Programas e indicadores de saúde pública
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07CI08 é uma daquelas que dá pra gente trabalhar de um jeito bem bacana com os alunos, porque envolve discutir coisas que eles veem no dia a dia, tipo notícias sobre desastres naturais e mudanças climáticas. Quando a BNCC fala sobre "avaliar impactos" e tal, o que eu entendo é que a gente tem que ajudar os meninos a entenderem como essas coisas que acontecem na natureza afetam não só o ambiente em si, mas também as plantas, os animais e até as pessoas que vivem ali. É fazer com que eles consigam perceber que um furacão ou uma seca, por exemplo, não é só um evento isolado, mas tem todo um efeito cascata nos ecossistemas.

Agora, falando da prática, o aluno tem que ser capaz de olhar pra essas situações e entender as consequências. Se teve uma seca prolongada, o que isso significa pras espécies daquele lugar? Serão que vão emigrar? Podem entrar em extinção se a situação continuar? E como isso afeta quem vive lá? A ideia é que o aluno desenvolva essa visão mais crítica e conectada das coisas. E isso já vem lá do 6º ano, quando eles começam a aprender sobre ecossistemas e as relações entre os seres vivos. Aí no 7º ano, a gente aprofunda mais nos impactos e nas mudanças.

Uma das atividades que eu gosto de fazer é o "Painel das Catástrofes". É bem simples: eu levo recortes de jornais ou imprimo notícias sobre desastres naturais recentes. Aí eu divido a turma em grupos e cada grupo fica responsável por um tipo de desastre: enchentes, secas, incêndios florestais, etc. Eles têm aí uns 30 minutos pra ler, discutir entre eles e fazer um cartaz mostrando quais são os impactos daquele desastre no ecossistema. Tem sempre um grupo que se destaca: da última vez, foi o da Ana e do João, eles trouxeram umas fotos impactantes de um incêndio na Amazônia e explicaram direitinho como isso tava afetando várias espécies. A turma toda ficou atenta!

Outra atividade é o estudo de caso. Eu conto uma história real de alguma catástrofe, normalmente pego algo que aconteceu no Brasil pra ficar mais próximo deles. Aí podem ser três histórias diferentes distribuídas aleatoriamente entre os alunos. Na última vez fiz isso com a turma falando da crise hídrica em São Paulo. Eles têm que identificar quais foram as causas da crise, quais espécies podem ter sido afetadas pela falta de água e como isso impacta diretamente a população local. Pra isso, a gente usa o projetor pra mostrar vídeos curtos ou imagens dos lugares afetados. Essa atividade leva uma aula inteira de 50 minutos porque depois eles apresentam pros colegas as conclusões deles. E olha, sempre tem umas surpresas boas! O Pedro falou sobre como algumas espécies de peixes podem simplesmente desaparecer se os rios secarem.

E tem também a "Roda da Solução", que é mais interativa e mexe mesmo com a criatividade deles. Divido a sala em pequenos grupos outra vez e cada um recebe um cenário hipotético de catástrofe natural ou impacto ambiental. Pode ser algo tipo derramamento de óleo no mar ou desmatamento intenso na mata atlântica. Depois eles têm uns 20 minutos pra bolar ideias de como mitigar esses impactos: pode ser soluções tecnológicas, políticas públicas ou programa de conscientização. A galera sempre fica animada com isso! Na última vez, o grupo da Sofia encontrou uma solução interessante pro desmatamento: sugeriram criar aplicativos pra mobilizar voluntários no plantio de mudas em áreas devastadas.

E olha só: além das atividades em si, tem aquele momento quando as ideias começam a surgir e as reações são espontâneas. Outro dia mesmo tinha gente debatendo fervorosamente sobre como poderia haver mais investimentos em energia renovável pra evitar tantos desastres climáticos. Eu deixo fluir porque é aí que eles se engajam de verdade.

Eu acho importante dar esse espaço pros alunos pensarem fora da caixinha e verem como cada pequeno detalhe do ambiente está interligado com outros fatores maiores. É sempre bom ver quando eles começam a juntar os pontos por conta própria e entenderem que as ações humanas têm um papel crucial nisso tudo.

Enfim, é assim que eu trabalho essa habilidade com minha turma do 7º ano. Espero ter ajudado algum colega por aqui com essas ideias! Até mais!

Olha, perceber se os meninos aprenderam esse lance de impactos ambientais sem aplicar uma prova formal é um exercício constante de observação, né? A primeira coisa que eu faço é circular muito pela sala durante as atividades. Eu fico ali prestando atenção nas conversas, nos debates que eles fazem em duplas ou grupos. Quando vejo que um aluno, tipo a Júlia, começa a explicar pro colega como as mudanças climáticas podem afetar a agricultura e, por consequência, a economia de uma comunidade, aí eu penso "ah, essa entendeu". Ela pega exemplos do que discutimos em sala e aplica no papo com os amigos.

Outra coisa que eu olho é quando eles começam a questionar certo tipo de informação. Teve uma vez que o Pedro levantou a mão e perguntou se tudo que a gente vê na TV sobre desastres naturais é sempre assim tão dramático ou se às vezes é exagero. Aí você já vê que ele tá refletindo sobre o tema e não só aceitando o que vê sem pensar. Gosto disso.

Agora, tem aqueles momentos das interações entre eles que são reveladores. Quando um aluno explica pro outro e consegue ser claro, é um ótimo sinal. Lembro do Lucas explicando pra Luana como o desmatamento pode levar a deslizamentos de terra e falando “é tipo quando a gente tira o tapete e o chão fica liso, aí escorrega tudo”, bem didático.

Sobre os erros mais comuns... olha, tem alguns que sempre aparecem. Um deles é confundir as causas dos desastres naturais com os efeitos. O João, por exemplo, uma vez falou que a seca era causada pelo aquecimento global sem entender direito que são processos diferentes: o aquecimento pode intensificar uma seca, mas não é a causa direta dela. Aí eu paro, explico de novo, uso exemplos práticos como: "João, pensa quando você tá no sol há muito tempo e começa a sentir sede. A sede é consequência do calor, mas não foi o calor que tirou a água do seu corpo."

Tem também confusões sobre escalas. Às vezes acham que tudo que acontece localmente tem o mesmo impacto globalmente. Tipo assim, a Maria achou que um desmatamento pequeno numa área isolada teria o mesmo impacto imediato que um desmatamento na Amazônia. A gente conversa sobre isso mostrando gráficos e mapas para entender melhor as proporções.

Com o Matheus e a Clara, a abordagem tem que ser um pouco diferente por causa das necessidades deles. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e quebra de tempo pra manter o foco dele. Para ele, funciona bem quando a gente faz algo mais interativo, tipo jogos educativos ou vídeos curtos intercalados com discussões curtas. Eu também deixo ele levantar e andar um pouco mais durante as atividades para gastar essa energia acumulada.

Já com a Clara, que está no espectro autista, é importante ter uma rotina bem estabelecida para ela se sentir segura. Então eu sempre aviso o que vai acontecer na aula logo no início e uso muitos recursos visuais. Ela gosta bastante de diagramas e imagens porque ajudam ela a organizar as informações de maneira lógica na cabeça dela.

Uma coisa interessante que notei com a Clara foi em uma atividade em grupo onde ela se destacou ao organizar os passos do trabalho num cartaz cheio de figuras e setinhas indicando os impactos ambientais em cada fase do processo industrial. Ela não gosta muito de barulho ou muita interação ao mesmo tempo, então dou pra ela tarefas mais individuais dentro do contexto do grupo.

O que não funcionou foi tentar forçar uma interação tradicional nos debates em grupo com todo mundo falando ao mesmo tempo. Ela fica desconfortável e se fecha. Aprendi a respeitar esse limite e dar espaço pra ela contribuir de formas alternativas.

E assim vamos levando esses desafios no dia a dia. No final das contas, ensinar é muito sobre ajustar os métodos às necessidades dos alunos e encontrar maneiras criativas de ajudar cada um a aprender do jeito deles.

Espero ter ajudado alguém aí com esse relato. Qualquer coisa, tamo junto pra trocar ideia e aprender mais! Abraços!

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