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EF69AR33Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística, problematizando as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte (arte, artesanato, folclore, design etc.).

Artes integradasMatrizes estéticas e culturais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Ah, essa habilidade EF69AR33 da BNCC é bem interessante, viu? Na prática, ela tá falando pra gente pegar a produção artística, tanto de ontem quanto de hoje, e tentar entender o que tá por trás disso tudo. Tipo assim: a gente precisa olhar pra arte e pensar em quem fez, por que fez, como as pessoas consumiram essa arte em várias épocas e lugares. E principalmente: não ficar preso só na visão europeia das coisas, porque isso é só uma parte do mundo, né? Tem uma pancada de culturas aí fora e a gente precisa mostrar isso pros meninos.

Então, no 9º ano, o que rola é que eles já vêm com um certo conhecimento sobre estilos de arte, movimentos artísticos e tal, mas muitas vezes sem questionar muito o que tá por trás disso. Eles sabem quem foi Van Gogh, Monet, mas nem sempre pensam se essas são as únicas vozes que ouviram ou se tem outras histórias legais pra contar. E é aí que essa habilidade entra. O aluno precisa conseguir olhar pra uma obra de arte e pensar "o que mais tem aqui?", "quem mais tá contando história mas não tá no livro?".

Agora, bora falar das atividades que eu faço na sala pra trabalhar isso.

Primeira atividade: eu sempre começo com um material simples — recortes de revistas velhas e impressos coloridos de obras famosas e algumas nem tão famosas assim. Eu peço pros alunos se organizarem em grupos de quatro ou cinco pessoas e escolhem uma obra pra analisar. Isso leva umas duas aulas. O objetivo é eles olharem a obra e tentarem pensar sobre quem fez, em que contexto histórico e social aquilo foi produzido e como isso pode ter influenciado o resultado final. Eles também precisam discutir o que a obra tá falando além do óbvio. Uma vez, a Luiza e o João se empolgaram tanto analisando uma obra de um artista africano contemporâneo que começaram a debater sobre como as cores usadas remetiam às questões sociais e políticas do autor. Foi legal ver eles indo além do "é bonito" ou "é feio".

Segunda atividade: faço um seminário onde cada grupo escolhe uma cultura não-europeia pra apresentar, focando nas produções artísticas daquela cultura. Aqui eles têm acesso à internet na sala de informática (quando funciona direitinho) ou usam material impresso que eu disponibilizo. Aí, cada grupo vai investigar e montar uma apresentação sobre como a arte daquela cultura se relaciona com os aspectos históricos e sociais locais. Damos umas três aulas pra preparação e uma aula inteira pras apresentações. E olha, sempre sai coisa boa! Uma vez, o grupo da Maria Clara escolheu falar sobre a arte indígena brasileira e trouxe até exemplos de música e dança junto com a apresentação visual. A turma ficou super interessada e começou a fazer perguntas que nem eu esperava.

Terceira atividade: essa é mais dinâmica. Eu levo materiais tipo argila, tinta guache, tecidos coloridos pra sala e proponho um desafio prático: criar uma peça de arte inspirada numa tradição cultural diferente da nossa. A ideia é deixar eles colocarem a mão na massa mesmo e entenderem como usar materiais simples pode ter um significado muito maior em outras culturas. Normalmente faço isso em dois dias: um dia pra criar e outro pra expor as obras no pátio da escola como uma mini galeria. Na última vez que fizemos isso, o Pedro construiu uma máscara africana usando papelão e tinta e explicou pras pessoas que passavam pela galeria sobre os significados por trás das máscaras nas cerimônias tradicionais. A galera adorou!

E sempre acontece alguma coisa engraçada ou inusitada nessas atividades. Tipo da última vez que fizemos a mini galeria no pátio, um grupo criou uns bonecos de barro representando figuras de folclore brasileiro e usou um ventilador velho pra simular movimento dos bonecos dançando! Foi tão criativo que todo mundo parou pra ver.

Enfim, trabalhar essa habilidade é mostrar pros alunos que arte não é só quadro na parede ou esculturas bonitas nos museus da Europa. É abrir os olhos deles pro mundo inteiro de histórias que ainda existem pra ser contadas. E nessa caminhada toda eu também aprendo muito com eles. É isso aí pessoal! Até a próxima!

erto conhecimento de arte, né? Mas é a hora de aprofundar e explorar de verdade. E mais do que só aplicar prova, eu gosto de ver como eles estão entendendo o conteúdo no dia a dia, nas interações, nas conversas que soltam no meio das atividades.

Eu ando pela sala, ouço as conversas e às vezes percebo que eles captaram a ideia quando, por exemplo, o João tá explicando pro colega dele que "essa pintura aqui tá mostrando como o artista via as coisas na época dele". Aí eu já penso "opa, esse menino tá ligado no que tá rolando". Ou quando a Maria comenta com as amigas que "esse tipo de música era uma forma de protesto na época", eu vejo que ela pegou o espírito da coisa.

Outra situação é quando eles começam a conectar os pontos sem eu precisar dar muita dica. Tipo a Ana que outro dia me contou toda empolgada que tinha visto um grafite na rua e lembrou da nossa aula sobre arte urbana e como ela pode ser uma forma de expressão social. Isso pra mim é um sinal claro de que a sementinha foi plantada. E quando um aluno ajuda o outro é ouro! O Pedro explicando pra Júlia o porquê da arte africana ser tão rica e variada me deu aquela sensação de dever cumprido.

Mas nem tudo são flores. Até porque os erros fazem parte do aprendizado. Muitos alunos ficam presos em achar que arte é só aquilo que tá nos museus europeus, por mais que a gente discuta sobre diversidade cultural. A Luiza, por exemplo, quando começamos a falar sobre arte indígena, ficava sempre associando com "artesanato" de forma pejorativa. É um erro comum que vem de uma visão limitada, né? Então eu costumo aproveitar esses deslizes pra aprofundar mais no assunto e mostrar como essas manifestações têm valor em si mesmas e não só como curiosidade.

Outra coisa é quando eles limitam a ideia de arte só à pintura e escultura. O Gabriel uma vez achou estranho a gente falar sobre cinema na aula de arte. Achei engraçado, mas é um ponto que sempre tento trabalhar: mostrar que arte tá em várias formas e meios.

Agora, sobre os meus alunos com necessidades específicas, como o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, o desafio é adaptar as atividades pra incluí-los sem deixar ninguém pra trás. Pro Matheus, variar o tipo de atividade ajuda muito. Atividades muito longas ou paradas não funcionam. Eu tento quebrar as tarefas em etapas menores e dou intervalos pra ele se movimentar um pouco. Uma coisa que funciona bem é usar materiais visuais e coloridos. Ele responde super bem quando usamos vídeos ou imagens pra discutir conceitos.

Com a Clara, o negócio é ter uma rotina clara e previsível. Eu sempre aviso com antecedência qualquer mudança na atividade ou no horário da aula. E na hora das atividades em grupo, procuro encaixá-la em grupos mais acolhedores onde ela possa se sentir à vontade. Às vezes rola dela ficar um pouco isolada, mas aí eu chego junto e vejo se posso ajudar de alguma forma. Um material interessante tem sido usar aplicativos interativos no tablet, porque ela se engaja mais nesse formato.

Claro que nem tudo funciona sempre. Teve uma vez que tentei fazer todo mundo trabalhar num mural coletivo em sala e tanto o Matheus quanto a Clara ficaram meio perdidos no meio da bagunça. Aí percebi que tinha que estruturar melhor esse tipo de atividade pra eles.

Bom, é isso aí pessoal. A prática ensina muito além do que qualquer teoria, né? Vou continuar explorando formas diferentes de trabalhar essa habilidade com os meninos e ver no que dá. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências também, tô aqui pra aprender junto!

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