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EF69AR32Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

Artes integradasProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala em trabalhar a habilidade EF69AR32 da BNCC, o que a gente tá querendo é que os alunos consigam ver como as diferentes linguagens artísticas se conectam e se transformam juntas. Não é só aprender sobre pintura, música, teatro ou dança isoladamente, mas entender como elas podem dialogar entre si e criar algo novo. Tipo assim, se no 8º ano eles já aprenderam a identificar essas linguagens e reconhecer suas características básicas, agora no 9º ano é hora de juntar as peças do quebra-cabeça. O aluno precisa conseguir olhar para uma apresentação de dança, por exemplo, e perceber que tem ali elementos de música e talvez até de artes visuais nos figurinos ou no cenário. Eles devem ser capazes de pensar em como poderiam criar um projeto que misture essas linguagens de uma forma que faça sentido.

Agora vou contar pra vocês três atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso. Primeiro, a gente faz um trabalho que eu chamo de "Filme Mudo com Trilha Sonora ao Vivo". Olha só como funciona: a turma assiste a uma cena de filme mudo (eu gosto de usar Chaplin porque é clássico e os alunos curtem). Aí eles têm que criar uma trilha sonora pra essa cena usando instrumentos simples, tipo pandeiro, chocalho, ou mesmo a própria voz. Eu peço pra eles se dividirem em pequenos grupos, geralmente de 5 alunos por grupo, e cada grupo pensa numa trilha diferente. A atividade é bem rápida, leva umas duas aulas: uma pra assistir e criar, outra pra apresentar. Da última vez que fizemos isso, o João teve a ideia de usar som de batida na mesa pra criar suspense numa cena em que o Chaplin tava fugindo. A turma adorou!

Outra atividade que faço é chamada "Exposição Interativa". Pra essa aí eu peço que os alunos tragam objetos de casa que considerem artísticos ou com potencial artístico. Pode ser um desenho feito por eles, um brinquedo antigo, uma peça de roupa... A criatividade é o limite. Eles têm que pensar num jeito de expor esses objetos junto com alguma outra forma de arte: pode ser uma música tocando ao fundo ou até uma coreografia curta envolvendo o objeto. Nesse caso, eu divido a sala em grupos maiores, 6 ou 7 alunos. Eles precisam discutir e decidir juntos o que vai ser feito. Essa é uma atividade um pouco mais longa porque exige mais planejamento, dura umas quatro aulas no total. Uma vez a Mariana trouxe uma boneca antiga da bisavó dela e o grupo decidiu fazer um pequeno teatro mostrando a história da boneca com uma música clássica ao fundo. Ficou lindo!

Por último, tem a atividade "Diálogo entre Poemas e Imagens". Nessa atividade, cada aluno escolhe um poema curto (pode ser deles ou de algum autor conhecido) e cria uma imagem que dialogue com esse poema. Eu dou preferência pro uso de materiais simples como papel sulfite e lápis coloridos ou tinta guache. Depois eles têm que apresentar isso pra turma e explicar por que escolheram aquele poema e como a imagem representa o que sentiram ao ler as palavras. Pra essa atividade eu deixo rolar durante três aulas: duas pra criação e uma pra apresentação. Na última vez que fizemos isso, a Fernanda escolheu um poema do Drummond sobre saudade e fez uma pintura abstrata dizendo que era assim que ela via as lembranças nebulosas da infância dela. Todo mundo ficou emocionado!

As reações dos alunos são sempre interessantes. É comum ver como eles se surpreendem ao perceber as próprias capacidades criativas num contexto tão colaborativo. Muitas vezes eles começam tímidos, mas quando percebem que podem misturar coisas diferentes numa única apresentação, acabam se empolgando bastante. O Tiago, por exemplo, sempre foi mais quieto na turma mas depois de fazer parte do grupo que desenhou o diálogo pros poemas, começou a sugerir outras ideias pras próximas atividades.

O mais bacana disso tudo é ver como essas atividades não só desenvolvem a capacidade de análise deles sobre as linguagens artísticas mas também aumentam a confiança em se expressar artisticamente e colaborativamente. Além disso, dá pra perceber como isso conecta com o conhecimento prévio deles. Tudo é um grande processo contínuo: lá no começo eles mal sabiam identificar as linguagens separadas; agora já estão criando misturas incríveis.

Bom, acho que é isso pessoal! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar experiências sobre essa habilidade da BNCC, tô sempre por aqui! Abraço!

E aí, continuando sobre a habilidade EF69AR32, acho que o mais legal é quando a gente percebe que os meninos realmente entenderam o recado. Não precisa de prova formal pra isso, sabe? Às vezes, só de andar pela sala e ouvir as conversas dá pra sacar. Teve uma vez que eu tava passando pelos grupos durante uma atividade e ouvi a Júlia falando pro João: "Olha, nesse quadro aqui, a cor tá conversando com o movimento que eles tão tentando passar com a dança, né? Parece que o azul tá dando mais fluidez". Aí pensei: "Pô, ela tá ligando as linguagens! Entendeu direitinho!". É nessas horas que a gente vê que a coisa tá ficando séria.

Outro dia, o Pedro tava explicando pro Rafael como a música de fundo num vídeo de arte contemporânea tava influenciando a percepção dele sobre as imagens. Tipo, ele falou: "Se fosse só o vídeo sem música, não ia ter o mesmo impacto. Essa batida tá meio que guiando o nosso olhar". E é isso! É essa troca entre eles que mostra que tão pegando a ideia. Não precisa de prova escrita pra ver isso.

Claro que tem erros comuns que aparecem também. Tipo, o Lucas sempre tenta misturar elementos demais e acaba perdendo o foco. Numa atividade, ele fez um trabalho misturando teatro, música e artes visuais, mas não conseguia explicar como tudo se conectava. Aí sentei com ele e falei: "Olha, às vezes menos é mais. Tenta focar em duas linguagens que se complementem melhor antes de querer usar todas ao mesmo tempo". Acho que esse erro acontece porque eles querem mostrar tudo que sabem de uma vez só.

Outra situação foi com a Maria. Ela ficou presa num detalhe específico da música escolhida pro trabalho e esqueceu do todo. Tava tão focada no ritmo que não encaixou bem com a coreografia que desenvolveu. Isso geralmente acontece quando eles não têm segurança sobre como misturar as linguagens e acabam se prendendo ao que conhecem mais.

Sobre o Matheus e a Clara, olha, trabalhar com eles é um aprendizado constante. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades bem divididas em etapas, com prazos curtos pra cada parte. Não adianta querer fazer tudo num dia só porque ele perde o foco fácil. Funciona bem quando dou tempo de descanso no meio das atividades e coloco algumas tarefas mais práticas no meio da teórica pra ele não se distrair tanto. Uma vez tentei uma atividade de longa duração sem intervalos e vi que foi um erro. Ele ficou agitado e não conseguiu terminar.

Já com a Clara, que tem TEA, o esquema é outro. Ela se dá bem quando segue uma rotina previsível e tem instruções bem claras. Uso muitas imagens e esquemas visuais nas aulas porque isso ajuda ela a entender melhor. Ah, e quando faço trabalho em grupo, dou atenção especial pra garantir que ela tá confortável no grupo escolhido. Teve uma atividade em que ela ficou deslocada porque os colegas não souberam incluir ela na dinâmica do grupo, então agora sempre dou uma orientada antes pra garantir que todo mundo sabe como integrar cada um.

O mais importante é ir ajustando conforme vou conhecendo melhor o jeito deles de aprender. Nem sempre acerto de primeira, mas vou tentando até achar o jeito certo. Aí é isso galera! Cada dia é um desafio diferente e eu vou aprendendo junto com eles. Espero ter ajudado alguém aí em como lidar com essas situações na sala de aula. Vou ficando por aqui por hoje, mas me contem nos comentários suas experiências também! Abraço!

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