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EF69AR31Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.

Artes integradasContextos e práticas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF69AR31 na prática é como fazer uma ponte entre o que os meninos veem no mundo e as artes. A gente precisa mostrar como a arte tá ligada diretamente a tudo ao nosso redor: a vida social, cultura, política, história, economia, beleza (ou estética, como tá lá na BNCC) e até a ética. Digo sempre pra galera: "A arte não tá isolada numa parede de museu, ela tá viva e pulsa aqui na nossa realidade."

Os alunos precisam entender isso. Por exemplo, eles têm que conseguir olhar pra um quadro e perceber que ele não é só bonito ou feio. Eles devem conseguir ver que uma pintura pode ter uma mensagem política ou contar uma história do passado. E isso vem da base do que eles já aprenderam em anos anteriores: o olhar sensível pra arte e o entendimento básico de como ela é feita. No 8º ano, por exemplo, eles já começam a pegar o jeito de analisar obras e discutir sobre suas impressões. No 9º ano, o desafio é aprofundar isso.

Agora, deixa eu contar como eu faço isso em sala com a turma do 9º ano. Uma das atividades que eu gosto bastante é um debate sobre uma obra de arte contemporânea. Eu escolho uma obra bem impactante, tipo aquelas que geram polêmica mesmo, sabe? Uma vez usei a "Tropicália" do Hélio Oiticica. Mostrei imagens da obra pra turma e trouxe algumas informações sobre o contexto da época. O material é simples: só um projetor mesmo e algumas folhas impressas com referências.

Divido a turma em grupos de cinco e dou uns 20 minutos pra eles discutirem sobre a obra dentro do grupo deles. Depois disso, faço um debate maior com a sala toda. Aí é que o bicho pega! Da última vez, a Lívia mandou muito bem falando sobre como a instalação do Oiticica reflete questões políticas da época da ditadura militar no Brasil. O João argumentou que aquele tipo de arte também questiona padrões estéticos, mostrando que o belo pode ser encontrado na simplicidade das coisas cotidianas. Foi uma conversa muito rica e durou cerca de uma aula inteira.

Outra atividade que dá certo é quando peço pros meninos criarem uma obra em grupo baseada num tema social atual. Pode ser qualquer coisa que a gente esteja vivendo agora: mudanças climáticas, pandemia, desigualdade social... Eles têm liberdade de escolher o material: cartolina, tinta guache, sucata, o que tiverem à mão. Geralmente faço isso em duas ou três aulas seguidas pra dar tempo deles criarem e depois apresentarem pro resto da turma.

Na última vez que fizemos isso, o grupo da Mariana criou um painel usando lixo reciclável pra falar sobre poluição ambiental e o impacto nos oceanos. Teve garrafa PET virando peixe, sacola plástica virando água do mar... Foi bem criativo! A turma ficou impressionada com como eles conseguiram passar uma mensagem forte usando materiais simples e todo mundo se envolveu bastante na discussão depois.

A terceira atividade envolve teatro — os meninos adoram isso! Eu peço pra turma encenar um fato histórico importante usando técnicas teatrais. Dou um tema que tenha relação com o que estão estudando em história ou outras disciplinas. Da última vez fizemos sobre a Inconfidência Mineira.

Os alunos têm duas aulas pra planejar e ensaiar as cenas e aí fazem a apresentação numa terceira aula. Eles mesmos organizam tudo: roteiro, figurino (muitas vezes improvisado), cenários... É engraçado ver como eles se viram pra criar tudo do zero. Na última apresentação, o Pedro foi brilhante como Tiradentes! E olha só: até quem é mais tímido acaba se envolvendo porque sempre tem espaço pra todos participarem de alguma forma.

O resultado disso tudo? A galera sai das aulas entendendo que arte é muito mais do que só técnica ou beleza. Eles começam a perceber as múltiplas camadas que uma obra pode ter e como isso tá ligado à nossa vida no dia a dia. É aquela sensação boa de ver os olhos deles brilhando quando entendem algo novo ou conseguem expressar suas ideias de formas criativas.

Bom, essa é mais ou menos minha experiência com essa habilidade da BNCC pro 9º ano. Dá trabalho? Dá! Mas ver os meninos crescendo e entendendo o mundo através da arte não tem preço. Acho que o segredo tá em deixar eles mesmos explorarem e se expressarem dentro desse universo artístico cheio de possibilidades.

E vocês aí, como têm trabalhado habilidades parecidas? Bora trocar umas ideias!

Aí, gente, continuando o papo sobre como percebo que os meninos aprenderam sobre essa habilidade EF69AR31... é engraçado como dá pra perceber nos pequenos momentos, né? Nem precisa de prova pra sacar o que tá rolando na cabeça deles. Sabe quando você circula pela sala enquanto eles tão fazendo uma atividade em grupo e escuta aquele papo animado? Então, aí você vê que o aluno entendeu quando ele começa a conectar os pontos sozinho. Tipo aquele dia que a Joana tava explicando pro Gabriel como a composição de um quadro pode transmitir uma sensação de movimento. Ela usou uns exemplos do cotidiano dele, tipo uma dança que eles tinham visto na semana cultural. E olha, quando o aluno usa exemplos do dia a dia, é batata: ele entendeu.

Teve uma vez que o Pedro tava conversando com o Lucas sobre um grafite que eles viram no caminho da escola. O Pedro começou a contar pro Lucas que aquele grafite não era só um desenho bonito na parede, mas tinha uma mensagem social por trás, algo sobre desigualdade. Ali eu pensei: "Esse moleque tá ligado no que tá acontecendo". E olha que ele já tinha feito essa ligação sem nem perceber que tava usando o conteúdo da aula.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, eles acontecem pra caramba! O clássico é achar que a arte só serve pra agradar os olhos. A Ana, por exemplo, sempre dizia que não entendia por que um quadro "feio" poderia ser importante. Daí, eu mostrei pra ela algumas obras expressionistas e expliquei como a intenção era justamente causar desconforto ou passar um sentimento mais forte. Aí ela começou a sacar que nem tudo é sobre beleza.

Um erro comum também é querer encontrar uma resposta "certa" pra interpretação de uma obra. O Joãozinho, um dia, ficou frustrado porque achava que a interpretação dele tava errada. Expliquei pra ele que a arte é subjetiva e que cada um pode ter uma visão diferente do mesmo trabalho. Isso acontece muito porque a galera tá acostumada com disciplinas onde tem certo e errado bem definido. Quando pego esse tipo de erro na hora, sempre paro a atividade e faço eles pensarem em outras interpretações possíveis.

Agora, falando do Matheus e da Clara... cada um tem seu jeitinho especial de lidar com as coisas na sala de aula. O Matheus tem TDAH e é sempre ligado no 220V. Com ele, eu tento quebrar as atividades em partes menores e dou uns intervalos pra ele se mexer um pouco. Funciona bem quando uso música ou vídeos curtos pra prender a atenção dele por mais tempo. Uma vez tentamos usar um material só de leitura e foi desastroso... ele simplesmente não conseguiu focar.

A Clara tem TEA e precisa de um pouco mais de organização e previsibilidade nas atividades. Pra ela, eu coloco instruções visuais bem claras no começo de cada tarefa e sempre aviso o tempo restante pras atividades com antecedência. Além disso, usei apps de arte digital onde ela pode explorar as cores e formas no ritmo dela próprio. Uma vez tentei uma atividade superaberta sem muitas regras e ela ficou perdida... então aprendi rápido que com ela preciso manter as coisas bem estruturadas.

Bom, gente... acho que deu pra dar uma boa ideia de como as coisas são por aqui com essa habilidade EF69AR31. Às vezes é desafiador, mas também muito gratificante ver os alunos fazendo essas conexões com o mundo ao redor deles através da arte. Se alguém tiver mais dicas ou quiser saber mais alguma coisa específica, tô por aqui! Até mais!

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