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EF69AR23Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não convencionais, expressando ideias musicais de maneira individual, coletiva e colaborativa.

MúsicaProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69AR23 da BNCC, falando assim de forma prática, é sobre dar asas à imaginação dos meninos com música. Na verdade, é pra eles brincarem e experimentarem com som, seja com a voz, batendo palma, usando instrumentos que a gente tem na escola ou até inventando instrumentos com garrafa PET, lata de achocolatado, o que tiver disponível. A ideia é que eles expressem suas ideias musicais tanto sozinhos quanto em grupo, e que aprendam a colaborar uns com os outros, criando algo legal juntos.

A turma do 7º ano já vem de uma base do 6º ano onde trabalharam bastante com o corpo e a voz. Eles já sabem fazer umas batucadas legais na mesa e adoram cantar juntos. Então, essa habilidade é meio que um passo adiante. Eles precisam não só seguir um ritmo ou cantar uma música já conhecida, mas criar algo novo, improvisar uma melodia ou um ritmo, talvez até compor uma letra. É aquele momento em que o aluno pensa "e se eu fizesse assim?" e tenta fazer.

Agora vou contar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso aí. A primeira é a "Batucada Improvisada". Eu levo alguns instrumentos básicos pra sala: tambores de escola mesmo, algumas caixas de papelão que fazem um som legal quando bate, e uns chocalhos feitos de garrafa pet com arroz dentro. Divido a turma em pequenos grupos, cada um com uns 5 ou 6 alunos. Cada grupo tem uns 20 minutos pra explorar os sons dos instrumentos e criar uma batucada improvisada. Eles devem escolher um líder no grupo que vai coordenar quem toca o quê e quando. Da última vez que fizemos isso, a Júlia ficou super empolgada em ser a líder do grupo dela e inventou um ritmo bem animado com as caixas de papelão. Todo mundo no grupo quis participar e acabou virando uma verdadeira festa na sala! A galera fica animada e inventa até umas dancinhas pra acompanhar.

Outra atividade é o "Jingle Criativo". Eu levo como material umas cartolinas onde escrevo temas aleatórios: meio ambiente, amizade, animais... coisas que eles conhecem bem. Cada grupo sorteia um tema e precisa criar um jingle sobre ele. Uso um teclado simples pra ajudar a dar uma base melódica se eles precisarem. Dou uns 30 minutos pra criarem o jingle e depois cada grupo apresenta pra sala toda. O negócio é deixar eles brincarem com melodia, mas também pensar numa letra bacana que chame atenção pro tema. Na última vez, o Pedro e a Aline fizeram uma música sobre reciclagem que ficou na cabeça da turma por semanas! O pessoal leva a sério mas também dá muita risada.

Por fim, tem a criação de "Trilha Sonora de Curta-Metragem". Essa é uma das atividades mais legais! A gente usa o celular mesmo pra gravar pequenos vídeos de até 2 minutos pelo pátio da escola ou em sala. Depois disso, peço pra turma pensar em quais sons combinariam com as cenas gravadas. Podem usar sons corporais, como estalos de dedos ou sons criados com a boca, ou ainda instrumentos simples como flauta doce ou violão se algum deles souber tocar. A montagem final da trilha sonora fazemos no computador da escola usando um software básico de edição gratuito. Os alunos têm uma aula inteira pra terminar esse projeto e as reações são sempre incríveis. Uma vez o Felipe gravou um vídeo do vento nas árvores do pátio e usou umas flautas doces pra simular o som do vento passando pelas folhas. O vídeo ficou tão bonito que exibimos ele no mural da escola!

Em todas essas atividades eu vejo como os meninos vão se soltando ao longo do tempo. No começo alguns ficam tímidos ou acham estranho ter tanta liberdade pra criar, mas quando veem os colegas se empolgando, acabam entrando na dança também. É muito gratificante ver como eles conseguem criar coisas incríveis quando têm liberdade pra experimentar e colaborar entre si.

E aí é isso galera! Espero que essas ideias sejam úteis pra vocês também! Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar alguma experiência parecida por aí manda ver! Abraço!

Olha, perceber que o aluno aprendeu mesmo sem aplicar prova formal é uma das melhores partes, viu? É aquele momento mágico que a gente, como professor, vive esperando. Quando tô circulando pela sala, eu gosto muito de observar como eles interagem entre si e com os materiais. Por exemplo, quando a turma tá dividida em grupos pra criar um ritmo com instrumentos improvisados, dá pra ver quando um aluno começa a liderar o grupo naturalmente. Tipo, o João, que é todo quietinho no canto dele, começa a dar sugestões e mostra aos colegas como fazer uma batida diferente na latinha de achocolatado. Isso já é um sinal de que ele está se apropriando do conteúdo.

E tem também aqueles momentos em que você ouve os meninos explicando alguma coisa pros outros. Outro dia, eu tava ali no cantinho só ouvindo a conversa do Pedro e do Lucas. O Pedro tentando mostrar pro Lucas como fazer uma melodia com apito feito de canudo. E o mais interessante foi ver o Pedro adaptando a explicação e mostrando várias vezes até o Lucas entender. A hora que o Lucas conseguiu tocar direitinho, ele soltou um "Ahhhh agora saquei!" – é aí que você sabe que o aprendizado rolou.

Aí tem os erros comuns que acontecem nessa habilidade também. Um erro que vejo direto é quando a galera acha que simetria é tudo na música. Lembro do caso da Mariana, por exemplo. Ela tava tentando criar um ritmo com dois sons diferentes: um grave batendo no chão e outro agudo estalando os dedos. Mas ela ficava presa em fazer sempre do mesmo jeito: dois graves e dois agudos – sempre igualzinho. Eu percebi que ela tava focando demais na repetição e menos na experimentação. Então fui lá e perguntei se ela já tinha tentado fazer algo mais aleatório ou invertido as ordens só pra ver como soava. Às vezes esse erro acontece porque eles acham que música tem sempre que seguir um padrão exato, tipo receita de bolo.

Quando pego esses erros na hora, costumo dar uma dica ou fazer uma pergunta que faça eles refletirem sobre outras possibilidades. Tipo assim: “E se você mudasse a ordem?” ou “O que será que acontece se deixar esse espaço em silêncio?” Faço isso porque ajuda eles a entenderem que música pode ser mais livre e menos previsível.

Falando agora do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA – eu procuro adaptar as atividades pra eles de forma mais individualizada possível. Pro Matheus, eu tento criar atividades mais curtas e dinâmicas pra manter a atenção dele. Por exemplo, usamos cartões com ritmos desenhados e ele tem que reproduzir rapidamente batendo palmas ou usando instrumentos na sequência certa. Isso ajuda a canalizar a energia dele e mantém o foco por mais tempo.

Já com a Clara, o desafio é outro. A gente tenta usar materiais visuais bem detalhados pra ajudá-la a seguir as sequências musicais sem se perder. Crio partituras coloridas e bem simples pra ela acompanhar enquanto toca xilofone ou flauta doce. E também dou tempo extra pra ela processar as informações antes de começar a tocar junto com os outros.

Agora, claro que nem tudo funciona sempre. Uma vez tentei uma atividade em grupo pros dois e percebi que o Matheus ficou sobrecarregado com o barulho dos colegas e a Clara ficou ansiosa com as variações inesperadas da música do grupo. Aprendi que nesses casos é melhor oferecer fones de ouvido pro Matheus quando precisar e dar prazos mais longos ou atividades individuais pra Clara quando o ambiente estiver agitado demais.

No final das contas, o mais importante é estar aberto às necessidades deles e pronto pra adaptar sempre que preciso, pra garantir que todos participem e aprendam da melhor forma possível. É isso aí galera! Se tiverem mais dicas ou quiserem trocar uma ideia sobre como fazer essas adaptações funcionarem melhor, tô por aqui! Até mais!

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