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EF69AR04Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na apreciação de diferentes produções artísticas.

Artes visuaisElementos da linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69AR04 da BNCC é uma daquelas que, no papel, podem parecer meio complicadas, mas na prática é até bacana de trabalhar. Quando a gente fala de analisar elementos constitutivos das artes visuais, o que a gente está querendo mesmo é que os meninos consigam olhar pra uma obra de arte e identificar as partes que a compõem: linha, cor, forma, espaço, essas coisas. Mas não só identificar, é entender como esses elementos se juntam pra criar uma expressão artística. É como dar um óculos especial pra eles enxergarem além do óbvio.

Os alunos do 6º ano já trazem alguma noção disso do 5º ano, quando começam a entender o básico das formas e cores. Então, o nosso trabalho é aprofundar essa percepção. Tipo assim, quando uma criança olha uma pintura e vê só um monte de cores jogadas, a gente quer que ela comece a perceber que aquelas cores têm um propósito ali. É como montar um quebra-cabeça, sabe? Onde cada peça tem um significado.

Agora deixa eu contar umas atividades que tenho feito com a galera aqui.

Uma bem legal que eu faço é o "Passeio pelo Museu", só que sem a gente sair da sala de aula. Eu preparo um projetor com imagens de várias obras clássicas e contemporâneas; coisa simples que você acha na internet mesmo. Aí a turma se divide em pequenos grupos, cada grupo ganha uma imagem para analisar. Dou uns papéis e canetas coloridas pra eles anotarem as observações. Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos cada. Eles ficam bem animados, principalmente porque podem caminhar pela sala pra ver as imagens dos colegas também. Da última vez que fizemos, a Maria desenhou em cima da Mona Lisa uma série de linhas onduladas pra mostrar como o olhar dela seguia a direção das linhas do rosto. Foi bem interessante!

Outra atividade é o "Desafio das Cores". Eu levo pra sala papéis coloridos, tesouras e cola. Cada aluno tem que criar uma composição só com recortes — não pode desenhar nada! Eles têm que pensar nas cores e nas formas que vão usar. Dá pra fazer em uma aula só se tudo correr bem. Da última vez, o João ficou meio perdido no começo, mas daí ele começou a experimentar com sobreposições de papel e fez uma composição superinteressante que até chamou atenção da turma toda por causa do contraste de cores.

E tem também o "Desenho Cego". Esse é divertido! Distribuo folhas grandes e lápis grafite pros meninos. Eles fecham os olhos e desenham ao som de uma música instrumental. O objetivo é sentir o movimento e criar algo sem o controle visual direto. Depois abrimos os olhos e analisamos os resultados juntos, falando sobre linhas, formas e o espaço preenchido no papel. Isso leva uns 30 minutos no máximo. Na última vez que fizemos, o Ricardo fez uns rabiscos que ele achou horríveis, mas quando a turma começou a falar sobre as formas inusitadas que apareceram ali ele acabou gostando mais do trabalho dele.

O mais importante nessas atividades é deixar os meninos falarem e sentirem a produção deles e dos outros sem certo ou errado absoluto. Uma obra pode ter um monte de elementos escondidos que só aparecem quando a gente para pra olhar com cuidado. E eles pegam rápido esse jeito de olhar as coisas mais a fundo.

No fim das contas, o lance mesmo é fazer eles se divertirem enquanto vão percebendo como analisar arte pode ser mais do que só olhar alguma coisa bonita ou feia; é entender o porquê dela ser daquele jeito. E quando você vê os olhos deles brilhando porque decifraram alguma coisa sozinhos, faz todo esforço valer a pena.

Bom, galera, é isso aí! Espero ter ajudado alguém com essas ideias facinhas de aplicar em sala. Qualquer coisa, estamos aí pra trocar mais figurinhas! Até mais!

E olha, perceber se eles realmente entenderam sem aplicar uma prova formal é uma parte que me fascina. No dia a dia, quando a gente circula pela sala, dá pra sacar muita coisa só observando as expressões e as conversas dos meninos. Tipo, teve uma vez que a Mariana tava olhando pra uma réplica de um quadro do Van Gogh e começou a explicar pro Gustavo como ele usava as cores pra passar aquele sentimento meio agitado e pulsante. Ali eu pensei: "Pronto, essa entendeu o recado". Ela não só viu as cores, mas percebeu como elas trabalhavam juntas.

Outra situação foi num dia que deixei a galera trabalhar em dupla pra criar uma colagem usando vários elementos visuais. O Felipe tava todo empolgado mostrando pro Pedro como o uso das linhas dava movimento à obra que eles estavam criando. Aí você vê que o menino pegou o espírito da coisa quando ele começa a se comunicar com o colega sobre o que aprendeu. E às vezes é só na conversa entre eles, mesmo, quando um começa a falar "Olha isso que legal! Isso é tipo um contraste!" e aí o outro complementa "Sim, e olha como isso destaca a figura principal". Esses momentos são o que me fazem acreditar que eles tão começando a ver com o "óculos especial".

Agora, claro, os erros comuns também aparecem. Um bem típico é quando confundem as coisas. Tipo assim: a Júlia, por exemplo, sempre ficava confusa entre textura e padrão. Ela olhava pra uma imagem cheia de detalhes e dizia "Ah, isso aqui é textura", mas tava se referindo ao padrão repetitivo. Isso na verdade é mais comum do que parece porque as definições podem ser traiçoeiras, né? O que eu faço nessas horas é tentar mostrar exemplos mais claros e concretos. Pego um pedaço de tecido pra mostrar textura e depois uma estampa pra mostrar padrão. Ajuda bastante.

Outro erro frequente é com relação às cores complementares. O Gabriel sempre misturava tudo e falava que azul e verde são complementares porque "ficam bonitos juntos". Aí eu tive que sentar com ele e rever a teoria das cores, mostrando aquele círculo cromático básico pra reforçar o que são cores complementares de verdade. Até fizemos um exercício rápido ali mesmo usando lápis de cor pra ele ver aplicando na prática.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Ah! Esses dois me dão algumas lições de vida todo dia. O Matheus tem TDAH, então manter ele focado em uma atividade só pode ser um desafio. O que faço é variar bastante as atividades e deixar algumas mais dinâmicas. Por exemplo, quando trabalhamos com colagem ou qualquer coisa que ele possa usar as mãos e se mover um pouco mais pela sala, isso ajuda muito. Outra coisa que observei é que dividir a tarefa em etapas curtas mantém ele mais focado.

Já com a Clara, que tem TEA, tenho que ser mais cuidadoso com estímulos visuais em excesso e ruídos. Pra ela, eu procuro criar um ambiente mais tranquilo e sempre dou instruções claras e diretas. Às vezes ela precisa de mais tempo pra processar informações, então eu não pressiono muito em termos de tempo. Deixo ela no ritmo dela, mas sempre acompanhando de perto pra ver se ela tá confortável com o andamento da atividade.

Teve uma vez que ambos estavam no mesmo grupo durante uma atividade de arte colaborativa. Tive que adaptar bem: pro Matheus dei pequenos desafios dentro da tarefa maior pra manter ele engajado; já pra Clara, forneci imagens de referência simples pra ela não se perder muito na complexidade.

Aí no final das contas cada um tem seu jeito particular de aprender e interagir com a arte. Perceber isso dentro da sala faz toda diferença no aprendizado deles também.

Bom pessoal, já falei demais por hoje! Espero ter ajudado com essas experiências aí. Qualquer dúvida ou sugestão sobre como vocês fazem por aí também tô aberto pra ouvir! Grande abraço!

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