BNCC/Arte/ Ano/EF69AR26
Voltar para Arte Ano
EF69AR26Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos acontecimentos cênicos (figurinos, adereços, cenário, iluminação e sonoplastia) e reconhecer seus vocabulários.

TeatroElementos da linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69AR26 da BNCC, pra mim, é sobre fazer os alunos entenderem e usarem todos aqueles detalhes que fazem uma peça de teatro ganhar vida. Não é só decorar texto e entrar no palco, né? Tem todo um mundo de elementos que compõem a cena: figurinos, cenário, iluminação, som... A ideia é que os meninos consigam perceber como tudo isso junto cria uma história mais rica. Pra eles, é importante saber diferenciar um tipo de luz que dá um clima mais sombrio de uma luz que deixa a cena alegre. Ou entender como um figurino pode dizer muito sobre o personagem sem ele precisar falar nada. Na prática, o aluno tem que conseguir olhar pra um cenário e discutir o que aquilo traz pra história. É reconhecer o vocabulário disso tudo, como se fosse aprender uma nova língua, mas uma língua visual e sonora.

Antes de chegar no 7º ano, muitos deles já tinham tido um contato básico com teatro, tipo assim: se familiarizaram com a ideia de representar personagens e brincar de faz de conta. Agora é aprofundar esse conhecimento e trazer mais consciência do que estão fazendo. É aquela diferença entre só usar uma máscara no carnaval e entender por que aquela máscara tem aquele determinado formato e cor num espetáculo específico.

Uma das atividades práticas que fizemos foi montar pequenos esquetes usando materiais recicláveis. Dividi a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. O material era coisa simples: papelão, garrafas PET, retalhos de tecido... tudo que a gente conseguiu juntar na escola e trazer de casa. Dei uns 20 minutos para eles pensarem na história que queriam contar e como usariam os materiais pra criar os figurinos e o cenário. Depois, cada grupo tinha uns 10 minutos pra apresentar o esquete. Os alunos adoram porque dá liberdade pra eles inventarem e não tem custo quase nenhum. E teve uma vez que o João e a Mariana tiveram a ideia de fazerem uma nave espacial com as caixas de papelão e as luzinhas pisca-pisca. Eles usaram os retalhos como trajes espaciais. A turma toda entrou na ideia deles e foi super divertido! Todo mundo embarcou na viagem intergaláctica deles.

Outra atividade que faço é a exploração sonora com objetos do cotidiano. Trago uma variedade de coisas como colheres de pau, copos de plástico, tampas de panelas, saquinhos cheios de feijão... Coisas fáceis. A turma fica em círculo e eu começo mostrando exemplos de sons que podem ser feitos com cada objeto. Aí deixo eles brincarem com isso por uns 15 minutos. Depois disso, dividimos em grupos novamente e cada grupo recebe um trecho de texto (pode ser um poema ou um diálogo curto) pra criar uma sonoplastia. Essa atividade costuma durar duas aulas seguidas porque eles gostam mesmo de experimentar os sons e se empolgam em criar algo único. Da última vez, o Pedro e a Ana descobriram que batiam as colheres na mesa ritmicamente enquanto a Letícia fazia sons do vento com o papel celofane. Ficou incrível! A sala ficou em silêncio absoluto pra ouvir o que eles tinham criado.

Também temos uma atividade focada em iluminação cênica improvisada. Uso lanternas comuns daquelas baratinhas mesmo. Fecho as janelas da sala pra ficar escuro e cada aluno experimenta usar a lanterna projetando sombras em diferentes ângulos e distâncias, sobre outros alunos ou nas paredes. Exploro com eles como isso pode mudar a percepção da cena e do personagem ali em jogo. Dura uns 30 minutos essa experiência mas depois discutimos bastante sobre o efeito disso em cenas específicas durante o restante da aula. Na última vez, o Lucas resolveu fazer uma cena de suspense mudando a lanterna de baixo pra cima no rosto da Júlia que estava interpretando a vilã da história deles; foi fantástico ver como só isso já alterou toda a atmosfera.

Essas atividades são maneiras práticas de trazer essa habilidade da BNCC para algo que faz sentido no dia a dia dos alunos. Eles aprendem brincando, explorando as possibilidades com coisas simples mas eficazes. E ainda se divertem muito! O bom é ver que depois dessas experiências eles já enxergam filmes, peças teatrais ou até mesmo vídeos do YouTube com outros olhos, percebendo detalhes que antes passavam despercebidos.

E é isso! Espero que essas ideias possam ajudar outros professores também! Se tiverem mais sugestões ou quiserem saber mais detalhes, só falar!

Então, gente, vou contar pra vocês como eu percebo que os alunos tão pegando a coisa sem precisar fazer aquela prova formal. Sabe quando a gente tá circulando na sala, meio de olho em tudo? É ali que eu vejo a mágica acontecer. Esses dias mesmo, tava rolando uma atividade onde os alunos tinham que montar uma cena curta usando diferentes tipos de iluminação. Aí eu vi a Ana explicando pro João que a luz azul podia dar um ar mais triste pra cena deles. Poxa, na hora pensei: "Essa aí entendeu direitinho!". E quando eles começam a discutir entre eles, tipo "Ah, se a gente colocar esse som aqui vai parecer que tá chovendo lá fora", é um sinal de que tão realmente pensando nos detalhes. Outro dia, tava passando entre as mesas e vi o Lucas ajustando um pano de fundo no cenário deles. Ele tava fazendo aquilo de propósito pra dar uma sensação de profundidade. Isso não tava no roteiro da atividade, mas ele sacou como o cenário também conta parte da história.

Agora, deixa eu falar dos erros mais comuns. Tem sempre uns padrões que aparecem em toda turma, né? Por exemplo, o Pedro, toda vez que tem que pensar num figurino, acaba escolhendo algo só porque acha bonito. Muita gente faz isso, não é só ele. Eles esquecem de pensar na função do figurino na cena. Tipo o Pedro colocar uma roupa super colorida numa cena de luto. Eu explico pra eles que o figurino é como uma fala do personagem, só que sem palavras. Esses erros acontecem porque os meninos muitas vezes estão focados nas coisas que chamam atenção primeiro: cor, brilho, essas coisas. Aí, quando pego isso na hora da atividade, dou uma parada e chamo pra conversar. Pergunto: "Por que você escolheu essa roupa pro personagem?" Isso ajuda eles a refletirem se foi uma escolha consciente ou só uma decisão rápida.

Agora sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA. Olha, cada aluno é um mundo diferente mesmo. Pro Matheus, eu aprendi que atividades muito longas são um desafio enorme. Ele se perde fácil e fica ansioso. Então divido as tarefas grandes em pedaços menores e dou tempo pra ele entre elas. Às vezes uso cronômetros visuais pra ajudar ele a saber quanto tempo falta pra terminar cada parte. Já pra Clara, o que ajuda são instruções bem claras e objetivas. E não dá pra esperar que ela entenda tudo só ouvindo uma vez. Preciso sempre deixar tudo bem escrito e com exemplos visuais. Desenhos simples do passo a passo da atividade funcionam bem demais com ela.

Teve uma vez que tentei fazer uma atividade em grupos grandes, achando que ia ser legal pro Matheus e pra Clara interagirem mais com os colegas. Mas não deu certo, ficou confuso demais pra eles. Depois disso, comecei a criar grupos menores ou duplinhas onde eles conseguem se expressar melhor e ver como os outros estão trabalhando também.

Enfim, é nisso tudo que a gente vê como cada aluno aprende no seu ritmo e do seu jeito, né? A escola é esse caldeirão de experiências onde nem sempre a regra é a mesma pra todo mundo. E a gente vai aprendendo junto com eles o tempo todo.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês aí também nas suas salas de aula. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir também! Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF69AR26 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.