BNCC/Arte/ Ano/EF69AR29
Voltar para Arte Ano
EF69AR29Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Experimentar a gestualidade e as construções corporais e vocais de maneira imaginativa na improvisação teatral e no jogo cênico.

TeatroProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF69AR29 da BNCC, o que eu entendo é que a gente tá ajudando os meninos a soltar a imaginação e usar corpo e voz pra entrar de cabeça numa cena teatral. Eu costumo explicar pro pessoal novo que é tipo brincar de faz de conta, mas com um toque mais de teatro mesmo. Os meninos têm que ser capazes de usar o corpo e a voz pra criar personagens e situações, tudo na base do improviso. Não é só falar o texto de cabeça decorada, mas sentir o personagem, usar gestos, mudar a entonação e viver aquela história. E isso se conecta com o que eles já viram no ano anterior, porque na 6ª série eles começaram a explorar mais as expressões faciais e corporais. Então, agora, é hora de mergulhar um pouco mais fundo nessa imaginação e nessa criação cênica.

Uma das atividades que faço com eles, e que sempre rende boas risadas, é o "Jogo das Emoções". É bem simples, mas ótimo pra trabalhar essa coisa toda de gestualidade e expressão vocal. Eu levo cartões com diferentes emoções escritas neles — tipo raiva, alegria, tristeza, surpresa — aí vou chamando os alunos em duplas pra vir à frente. Cada dupla tira um cartão sem olhar e tem que improvisar uma cena rápida incorporando a emoção que pegaram. Não precisa de material além dos cartões e um espaço na sala pra eles se movimentarem. Costumo organizar em duplas porque assim eles se ajudam mutuamente e se sentem menos expostos do que se fosse individual. A atividade leva uns 30 minutos no total, porque sempre tem uns meninos que gostam de estender um pouco as cenas. Uma vez, a Camila e o João pegaram "surpresa" e improvisaram uma visita inesperada de uma tia numa festa de aniversário. Olha, foi tão engraçado! Eles exageraram tanto nos gestos que a classe toda caiu na risada. Essa atividade costuma ser uma das preferidas porque eles adoram ver os colegas fazendo caretas e vozes engraçadas.

Outra atividade que faço é chamada "Objetos Imaginários". Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou a missão de criar uma cena usando objetos imaginários. Pode ser qualquer coisa: um telefone, uma espada, um travesseiro. O legal é que cada um do grupo tem que interpretar o objeto pra ajudar na construção da cena. Pra essa atividade não precisa de nenhum material físico além do espaço livre na sala porque tudo é imaginário mesmo! Aí dou uns 10 minutos pra eles se organizarem nos grupos e bolarem as cenas, depois cada grupo apresenta pro resto da turma. Essa leva cerca de 45 minutos ao todo. A última vez que fizemos isso, o grupo do Lucas criou uma cena onde estavam numa ilha deserta tentando construir uma jangada usando só o "coco" (que era na verdade um dos meninos agachado). A criatividade deles não tem limite! Eles adoraram quando toda a turma começou a bater palmas no final.

Por fim, tem uma atividade que chamo "História Contínua". Funciona assim: eu começo contando uma história bem básica, tipo "Era uma vez um aventureiro que queria encontrar um tesouro perdido..." Aí vou apontando pros alunos aleatoriamente no meio da narrativa e quem eu apontar tem que continuar a história do ponto onde eu parei. Eles não têm muito tempo pra pensar, então isso força bastante na questão da improvisação. A ideia é usar gestos amplos e variações vocais pra dar vida à história enquanto ela vai sendo criada ali na hora. Cada sessão dessa leva uns 20 minutos dependendo do tamanho da turma. É maravilhoso ver como eles se empolgam! Semana passada, a Mariana continuou minha história dizendo que o aventureiro encontrou um dragão gigante que falava com sotaque italiano! Olha, ninguém esperava por isso! Foi tão criativo que todo mundo ficou surpreso e começamos a rir sem parar!

Essas atividades são maneiras de fazer os alunos explorarem suas habilidades cênicas sem aquele peso todo de ter que "acertar". Eles aprendem brincando e acabam desenvolvendo confiança no próprio talento sem nem perceber. E como os meninos já vêm com alguma bagagem do ano anterior sobre expressões corporais e faciais, essas atividades ajudam a expandir ainda mais essa criatividade toda deles.

E aí gente, espero ter dado uma ideia legal de como essa habilidade funciona na prática aqui com os meus alunos! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar figurinhas, tô por aqui!

Olha, perceber quando um aluno realmente aprendeu sem ter que aplicar uma prova formal é uma daquelas coisas que a gente vai pegando com o tempo, sabe? Eu sempre falo que é preciso ter um olhar mais atento e perceber os detalhes do dia a dia. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e vejo os meninos trabalhando em grupo ou mesmo sozinhos, observo como eles se movimentam e como usam a voz. Se eles estão mais confiantes, se conseguem variar a entonação e realmente se soltam nos gestos, aí eu vejo que eles entenderam a ideia de usar o corpo como ferramenta pra expressar emoções e construir personagens.

Teve um dia que o Joãozinho tava explicando pro Pedro uma ideia de cena que ele teve. Foi engraçado porque ele pegou um lápis e começou a usá-lo como se fosse uma espada, aí foi mudando a postura, mexendo os braços, fazendo uma voz meio de cavaleiro medieval, sabe? O Pedro tava lá rindo e tentando imitar. Nesse momento eu pensei “Ah, esse entendeu!”. Ele não só entendeu a atividade como também conseguiu transmitir isso pro colega. E isso é o tipo de coisa que prova nenhuma vai captar.

Agora, falando sobre os erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo, um deles é não usar o espaço direito. A galera às vezes fica presa num canto só do palco improvisado da sala, sem explorar todo o espaço que eles têm à disposição. A Maria, por exemplo, sempre começa bem energizada, mas aí fica só num cantinho e não se movimenta tanto quanto poderia. E isso acontece porque eles ainda estão pegando confiança ou às vezes porque não têm experiência em pensar grande, né? Quando eu pego esse tipo de erro na hora, eu costumo intervir de leve, propondo atividades que forcem eles a se moverem mais.

Outra coisa comum é a galera esquecer de usar a voz pra dar vida ao personagem. O Luiz é um bom exemplo disso. Ele até se mexe bem, mas fala tudo no mesmo tom. Não varia a entonação e aí os personagens dele ficam meio sem graça. Pra ajudar nesses casos, eu gosto de fazer uns exercícios de aquecimento vocal com a turma antes de começar as atividades práticas. Coisa simples tipo repetição de frases com diferentes emoções: feliz, triste, bravo... Isso ajuda muito a destravar.

Já com relação ao Matheus que tem TDAH e à Clara que tem TEA na minha turma, olha, cada um tem seu jeitinho especial de aprender e é importante respeitar isso. Pro Matheus, eu tento sempre dividir as atividades em etapas menores e mais curtas. Se uma atividade normal dura uns 15 minutos pra turma toda, pra ele eu tento dividir em blocos de 5 minutos com intervalos pra ele se movimentar ou mudar o foco um pouco. Funciona bem porque ele consegue manter a atenção por mais tempo assim e participar efetivamente.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela se dá bem com rotinas estruturadas e previsíveis. Então eu procuro explicar bem antes como vai ser a atividade do dia pra ela já ir se preparando mentalmente. Outra coisa que ajuda muito é dar pra ela materiais visuais pra apoiar as atividades. Tipo uns cartões com imagens que representam diferentes emoções ou ações que ela pode usar durante as atividades teatrais. Isso dá mais segurança pra ela na hora de improvisar.

O que não funcionou muito bem foi tentar colocar os dois juntos em atividades em dupla logo de cara. No início foi difícil porque os ritmos deles são bem diferentes e isso gerava um pouco de ansiedade tanto no Matheus quanto na Clara. Com o tempo e algumas adaptações no jeito de organizar as duplas e nos tipos de tarefas que eles faziam juntos, consegui fazer funcionar melhor.

Então é isso, gente! Espero ter ajudado quem tá lidando com essa habilidade na sala de aula também. É sempre bom trocar essas figurinhas e ver como todo mundo tá se virando por aí. Qualquer dúvida ou se alguém tiver dica nova pra compartilhar também, tô por aqui! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF69AR29 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.