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EF69AR01Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

Artes visuaisContextos e práticas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF69AR01 da BNCC, não é só sobre mostrar quadros bonitos pros meninos e esperar que eles fiquem encantados, não. Essa habilidade é mais sobre ajudar os alunos a entenderem que a arte é um jeito de ver o mundo, um jeito de expressar o que tá dentro da gente e também um jeito de entender diferentes culturas. Então, se eu tivesse que explicar para um colega novo, eu diria que o aluno precisa conseguir olhar pra uma obra de arte e fazer perguntas do tipo: "De onde veio essa ideia? Por que esse artista escolheu essas cores? Como isso me faz sentir?" E mais: eles precisam ser capazes de conectar isso com coisas que já conhecem ou sentem. Aí, pensando nos anos anteriores, eles já vêm com uma bagagem de reconhecer obras famosas ou estilos artísticos básicos. No 5º ano, por exemplo, muitos já estavam familiarizados com coisas como o modernismo ou conheceram artistas brasileiros como Tarsila do Amaral. Então, a gente pega isso e tenta ampliar o horizonte deles.

Uma das atividades que gosto de fazer é a "Roda de Quadros". Vou explicar direitinho. Eu pego reproduções de obras de artistas brasileiros e estrangeiros, tanto tradicionais quanto contemporâneos. Pode ser Van Gogh ao lado do Portinari, sabe? Uns 10 quadros no total. Imprimo em tamanho A4 mesmo, nada muito requintado. Aí eu organizo a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Coloco os quadros no meio da sala, tipo um corredor cultural, e eles podem caminhar e analisar os quadros em silêncio por uns 10 minutos. Depois disso, cada grupo escolhe um desses quadros e faz uma pequena apresentação sobre o que eles sentiram e pensaram. Não passa de uma aula inteira isso, uns 50 minutos no total. Na última vez que fizemos essa atividade, teve a Ana que ficou encantada com um quadro do Monet e começou a dizer que parecia com as flores do jardim da avó dela. E o João viu num quadro do Pollock uma confusão que ele disse parecer com a bagunça do quarto dele. É muito interessante ver essas conexões.

Outra atividade que funciona bem é o "Diário Visual". Funciona assim: cada aluno tem um caderno onde eles colam imagens, desenham ou escrevem sobre obras que vimos durante as aulas ou até fora delas. Não precisa ser nada caro, um caderno simples já dá conta do recado. Isso é algo contínuo e leva o ano todo. Eu incentivo eles a trazerem pra sala imagens ou referências que encontraram em revistas, internet ou até em casa mesmo. A organização aqui é mais individual, mas de tempos em tempos fazemos uma roda de conversa onde cada um compartilha alguma coisa do seu diário visual. Agora vou contar uma: Teve uma vez que a Letícia trouxe uma foto de um grafite aqui da cidade e comparou com uma obra do Banksy que ela tinha visto na internet. Ela disse que ambos tinham mensagens sociais fortes e isso me deixou todo bobo de alegria porque mostra como eles estão realmente conectando as coisas.

Por último, tem uma atividade que chamamos de "Visita Virtual". Como nem sempre dá pra ir presencialmente a museus ou galerias (quem dera fosse fácil), a gente faz uso da tecnologia pra visitar exposições online. Uso bastante os sites dos museus que têm tours virtuais gratuitos. Primeiro eu mostro como navegar no site e depois dou liberdade pra eles explorarem por conta própria durante uns 20 minutos na sala de informática da escola. Depois disso, volto com a turma pra sala normal e abro para discussão sobre o que viram e sentiram. Essa atividade costuma levar duas aulas porque dá pra aprofundar bastante nas discussões. Na última vez que fizemos isso, o Marcos ficou super empolgado ao falar do Museu do Louvre e como ele achou incrível ver a Mona Lisa sem sair da escola.

No fim das contas, é muito gratificante ver como essas atividades ajudam os alunos a expandirem seus horizontes artísticos e culturais. Eles começam a perceber que a arte tá em todo lugar: nos museus, nas ruas, na casa deles e na maneira como veem o mundo ao redor. E eu acho isso bonito demais porque amplia não só o repertório deles mas também o nosso enquanto educadores.

Bom demais compartilhar essas experiências com vocês! Até a próxima troca!

Continuando aqui sobre como eu percebo que os meninos aprenderam essa habilidade EF69AR01, sem ter que aplicar prova formal. Olha, a sala de aula é um ambiente muito rico e a gente consegue perceber tanta coisa só de observar! Muitas vezes, tô circulando pela sala enquanto eles estão fazendo alguma atividade ou um exercício e bate aquele momento "eureka" nuns alunos. Um dia, por exemplo, a Ana estava comentando com o João sobre uma pintura que eles estavam analisando e ela soltou assim: "Ah, eu acho que o artista usou essas cores frias porque queria mostrar tristeza". Aí eu pensei: "Aí, tá vendo? Pegou a ideia!" E isso não sai de um teste escrito, é algo que vem da troca, do dia a dia.

Teve uma vez também que eu vi o Lucas, que normalmente é mais quieto na dele, explicando pro Diego o que ele achava que um quadro abstrato queria dizer. Ele tava todo empolgado, gesticulando e até usou umas palavras novas que a gente tinha trabalhado em sala. Eu até brinquei: "Lucas tá filosofando hoje!" E ele deu uma risada. Essas interações me mostram que o aluno tá começando a entender e se sentir mais à vontade para compartilhar o que pensa.

Agora, falando dos erros comuns que os alunos cometem nesse conteúdo... Ah, tem vários! O Pedro, por exemplo, sempre confunde cubismo com surrealismo. Outro dia ele falou pra turma toda que aquele quadro do Picasso era surrealista. Aí, na hora eu puxei uma conversa: "Pedro, vamos lá! O que é mesmo cubismo?" e a gente revisou juntos. Esse tipo de confusão acontece porque algumas vezes eles querem decorar os estilos artísticos em vez de realmente entender o que cada um representa ou a história por trás deles.

A Marina tem uma tendência de achar que toda obra de arte precisa ser "bonita" no sentido tradicional e às vezes não vê o valor em arte mais abstrata ou conceptual. Tipo, ela olhou pra uma obra super famosa e disse: "Ah, isso aí nem parece arte!" E eu sempre tento trazer ela de volta pra ideia de que arte é mais sobre expressão do que estética.

Aí tem também o Matheus, nosso TDAH da turma. Com ele eu preciso ser bem dinâmico nas atividades. Em vez de deixá-lo sentado por muito tempo olhando para imagens ou ouvindo explicações longas, eu tento envolver ele em atividades práticas. Uma vez fizemos um exercício onde ele pôde usar massinha de modelar para criar algo inspirado nas obras discutidas. Isso ajudou porque ele precisa estar fisicamente engajado pra se manter focado. Outra coisa que funciona é dividir as tarefas em partes menores e dar intervalos frequentes.

Já a Clara, que tem TEA, responde bem a rotinas visuais. Então sempre tenho à mão um cronograma visual pras atividades do dia. Isso ajuda ela a saber o que esperar e reduz a ansiedade com mudanças repentinas na rotina. Quando trabalhamos com obras de arte mais complexas, dou pra ela materiais de suporte como cartões com palavras-chave ou imagens simples para ajudá-la a conectar ideias. Uma coisa que não deu certo foi quando tentei fazer uma roda de conversa espontânea; ela ficou desconfortável com a falta de estrutura. Então agora sempre preparo as discussões com antecedência e dou um aviso.

Bom, gente, é isso aí por hoje! Todo dia é um aprendizado também pra nós professores e acho que é isso que torna esse trabalho tão especial e dinâmico. Adoraria saber como vocês têm lidado com essas situações no dia a dia também! Abraço e até a próxima!

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